Fic Do Momento

Fic Do Momento

domingo, 9 de outubro de 2011

My Love You Are - 21º Capítulo

Olá!
A primeira coisa que tenho por dizer é um enorme desculpa por há meses estarmos sem postar!
A verdade é que sem comentários não existe motivação apra o fazer.
A segunda é um obrigado a anastacia por ter comentado, esperamos que continues a gostar da fic!
Beijos a todas e comentem, please!

Capítulo 21 – EMA

[Andy]

O meu nervosismo triplo estava a dar cabo de mim!
O dia da entrega dos EMA tinha chegado depressa demais e só agora me dava conta disso. Durante os últimos dias, eu e as raparigas tivemos imenso trabalho em preparar tudo para a nossa actuação: os fatos, o cenário, a coreografia e os instrumentos. Íamos aproveitar para dar aos nossos fãs uma pequena amostra daquilo que seria a nossa segunda tour que se iniciaria dentro de três meses.
Os ensaios decorriam normalmente, para nossa felicidade os “elementos distractivos” ainda não rodavam por ali.
Sim, isso é o que me deixava mais nervosa!
A lembrança do último encontro com Bill ainda me fazia acelerar o sangue nas veias, recordar aquele beijo apaixonado e o desejo de ficar nos seus braços o resto da minha vida… Quem me dera que tudo fosse assim tão fácil! Ele tinha-me magoado e voltava assim do nada a dizer que me amava, que queria ficar comigo? Eu não estava preparada para sofrer de novo, quando ele viesse me dizer que não queria mais nada e que se tinha engano e não gostava realmente de mim.
Suspirei e deitei-me no sofá do camarim. Aquela era uma divisão confortável e naquele instante eu permanecia ali sozinha, pois as raparigas foram comer qualquer coisa antes de irmos para o hotel e tratar das nossas roupas para aparecer na Red Carpet.
Só esperava que eles passassem antes de nós e as oportunidades de nos falarmos fossem escacas… Talvez fosse tudo uma preocupação e ele já me tivesse esquecido, no entanto não conseguia deixar de sentir um aperto no coração só de pensar o que poderia acontecer…
O meu telemóvel vibrou no bolso, dando sinal de ter recebido mensagem. Peguei nele e vi que era a Diana:
“ De: Diana
Andy anda ter connosco ao carro, vamos já para o hotel… Ouvimos dizer que eles estão a chegar e não me quero cruzar com ele.”
A mensagem deixou-me em sobressalto! Eles vinham a caminho? Não, não podia ficar por ali muito mais tempo!
Sem pensar muito, peguei no casaco e vestiu. No segundo seguinte, estava a correr que nem doida para o nosso carro, sem me dar muito ao trabalho de ver quem ia ficando para trás a observar-me.
Elas mal me viram não disseram uma palavra, simplesmente entramos no carro e arrancamos.
Diana estava a um canto a ver a paisagem lá fora, embora tivesse a certeza que não lhe prestava muita atenção. Ela certamente recordava também o último encontro com Tom, o que devo dizer que não foi muito feliz para nenhum dos dois…

[Diana]

Estamos há mais de uma hora à procura da roupa certa para usarmos na nossa primeira Red Carpet. Devo confessar que estou muito nervosa. Os EMA’S são um grande momento e pode ser a nossa oportunidade de sermos conhecidas pelo resto do mundo.
Finalmente encontramos os vestidos perfeitos: o meu é preto e fica-me pelos joelhos e é cai-cai; o da Andy é vermelho, tem umas alças fininhas e fica-lhe pelos joelhos; o de Inês é cor-de-rosa claro, é do mesmo género do meu; o de Patrícia é um pouco mais comprido, tem alças largas e é azul claro.
Eu e a Inês décimos usar o cabelo liso, já a Andy e a Patrícia decidiram usá-lo encaracolado. Estamos prontas e nervosas, já nos encontramos na limusina que nos vai levar ao invento, esta é branca e muito espaçosa.
Durante o caminho nenhuma de nós profere uma única palavra, apenas trocamos olhares nervosos entre nós. Está na hora ao sair do veículo, respiro fundo para acalmar um pouco os meus nervos. Estão aqui imensos fotógrafos, damos um passo e paramos para tirar fotografias. Até que uma das jornalistas da cerimónia nos pede para pararmos e assim o fazemos.
- Olá Black Side, como estão? - Pergunta a jornalista a sorrir.
- Olá, estamos bem! - Diz Andy retribuindo-lhe o sorriso.
- Digam-me, como é estar nomeadas para um Ema? - Pergunta a jornalista.
- É muito bom, não estávamos nada há espera que fossemos nomeadas, temos uns fans incríveis. - Digo-lhe Eu.
- Estão nervosas com a vossa actuação desta noite? Visto que é a primeira vez que vão actuar num evento como os Ema’s? - Pergunta a jornalista.
- Estamos um pouco, tal como quando subimos ao palco nos nossos concertos, mas temos a certeza que vai correr tudo bem. - Diz Inês.
Subitamente ouço gritos estridentes de algumas adolescentes que se encontram no local e quando olho para o meu lado esquerdo nem quero acreditar. Eles chegaram, só espero que a jornalista se despache, como Andy se encontra do meu lado direito dou-lhe um toque discretamente no braço e com a cabeça aponto para eles. Quando ela os vê tem a mesma reacção que eu.
- Olhem, são os Tokio Hotel! Cheguem aqui rapazes! - Diz a jornalista chamando por eles.
A muito custo eles aproximam-se
- Como estão aqui todos, queria saber como foi fotografar todos juntos para a revista Vougue? - Pergunta a jornalista.
- Foi fantástico, adoramos fazer aquela sessão fotográfica e as fotografias ficaram fantásticas! - Diz Bill.
- Como foi fotografar todos juntos? - A jornalista insistiu, pois não havia ficado muito satisfeita com a resposta de Bill.
- Foi uma experiencia incrível, adoramos trabalhar todos juntos, foi uma coisa que ainda não tínhamos feito. - Diz Tom.
- Reparei que nas fotografias havia alguma tenção entre vocês, aconteceu alguma coisa entre vocês? - Pergunta a jornalista.
- Não aconteceu nada, deviam ser só nervos por estarmos a fotografar para uma revista tão conhecida como a Vougue. - Digo Eu.
- As pessoas têm vindo a questionar-se se há alguma coisa entre vocês, pois nas fotos nota-se ainda uma grande cumplicidade? - Pergunta a jornalista.
- Não existe nada entre nós, apenas uma amizade e a cumplicidade nas fotos deve-se a isso ao facto de nos termos dado todos bem e sermos amigos. - Diz Andy.
- Obrigada pelo vosso tempo, espero que corra tudo bem esta noite! - Diz a jornalista.
- De nada! - Dizemos todos em simultâneo.
Finalmente saímos dali, já não aguentava mais aquilo. Estar perto dele ainda me afecta, principalmente após o que aconteceu. Estamos todas no nosso camarim a trocar de roupa para a nossa actuação, temos imenso tempo pois só iremos actuar a meio da cerimónia.

[Bill]

O evento está a correr dentro do normal. As várias bandas e cantores vão actuando entre o intervalo da atribuição dos EMA, a categoria para a qual nos encontrávamos nomeados ainda não fora apresentada, mas não era isso que me estava a deixar nervoso.
O meu cérebro não deixava de pensar na forma indiferente com que ela me tentava tratar… Sim, nós merecemos isso pelo que fizemos, mas também já tentamos pedir desculpa! Será que ela nunca me vai perdoar? Eu não consigo desistir dela, o meu coração incendeia-se de cada vez que a ouço, de cada vez que a vejo, de cada vez que lhe toco, de cada vez que a sinto… A minha alma pertence-lhe e não me sinto capaz nem de tentar arrancar do peito o meu sentimento por ela.
Ela é a pessoa que eu quero na minha vida!
Com toda a distracção nem ouvi nada do que a minha amiga disse. A Catarina, conhecia num Meet and Great em Portugal, na altura ela pareceu super simpática e fixei-lhe o rosto. Durante este ano ela cruzou-se comigo numa rua em Los Angels e eu reconhecia, depois disso trocamos contactos e tornamo-nos amigos. Eu sei que ela desejava ser mais que isso, todavia nunca lhe tinha dado esperança de tal. Confesso que por vezes se tornava maçador as várias tentativas de sedução dela, mas depois resolvíamos o conflito e voltávamos a falar normalmente…
- Bill, ouviste o que te disse? – O meu olhar encaminhou-se para ela que se achava sentada ao meu lado.
- Não, desculpa, estava distraído. – Respondi sinteticamente sem grande vontade de lhe dar alguma satisfação.
Hoje a Catarina estava particularmente insistente, talvez o Tom tivesse razão quando disse que não a devia ter trazido. O meu irmão deu-me uma cotovelada, desta vez a minha atenção encaminhou-se para ele, este fez sinal com a cabeça para ficar atento ao palco.
- O público está ao rubro aqui, mal podendo esperar pela nova sensação musical! – A apresentadora do evento mostrava-se entusiasmada e cativava as atenções de todos. – Sim, ladies and gentleman’s, elas estão aqui! – A apresentadora andou até se sentar num sofá super elaborado que ficava fora do palco. – As Black Side!
 O meu coração saltou do peito! Eu não fazia a mínima ideia que elas iriam actuar, mas também devia ter pensado nisso, elas eram a banda do momento.
O palco estava completamente às escuras quando a actuação se iniciou. Primeiro ouviu-se a voz da Andy a proferir uma pequena introdução.
- You are so alone, you are falling in pain… - A voz parecia destorcida para criar um ambiente mais musicalmente artístico. – Boy, what are you looking for?
De repente, uma pequena chuva de brilhantes desce do tecto, à medida que os holofotes se vão focando no centro do palco, de onde as quatro raparigas aparecem vindas do chão.
Eu não queria acreditar que elas estavam a usar o mesmo tipo de roupas que no videoclip! Ali para o mundo todo… Ok, isto são ciúmes, todavia é tão custoso saber que não sou eu o homem a poder tocar naquele corpo. Não sou eu que a posso amar, durante tantas noites, quantas aquelas necessárias para o nosso amor poder alimentar as nossas almas.
Nosso amor… Será que ela me amava?
A música parecia agitada e todas se coordenavam entre si, dançando e tocando. Nisto, entram os bailarinos e a Andy agarra-se a um deles enquanto canta o refrão. Uma onda de inveja fluiu pela minha espinha acima: eu queria estar no lugar dele!
Sentia-me a enlouquecer naquele lugar, eu precisava de resolver tudo, de tentar uma última vez! Em Itália, ela mostrou-se mais flexível… Na memória ainda guardava o nosso beijo e o gosto dos seus lábios. Se ao menos o Tom não tivesse aparecido logo naquela altura…
Sem pensar muito mais, ergui-me para ir aos bastidores.
- Onde vais? – A Catarina agarrou-me no braço, impedindo-me de seguir.
- Vou à casa de banho. - Menti-lhe porque não queria que ela me seguisse. – Eu já venho.
Saí rapidamente dali, pois a actuação estava para terminar e se não me apreçasse, perderia a oportunidade de lhe falar mais calmamente.
Mal cheguei junto dos bastidores, vias chegarem embrulhadas em roupões brancos, todas a rirem-se e a receberem os parabéns da equipa técnica. No entanto, mal me viram calaram-se todas, senti-me constrangido com a súbdita quantidade de olhares presos em mim, mas tentei ignora-los.
- Andy, podemos falar? – A minha vos soou nervosa e apreensiva.
Diana lançou um olhar à amiga para averiguar a sua vontade, os restantes foram dispersando pelo corredor.
- Podem-se ir arranjar, eu já vou lá ter. – Ela acenou para as outras e elas saíram.
Diana ainda me deitou um olhar de aviso, como se me dissesse para ter cuidado e não voltar a magoar a amiga dela.
Ali ficamos os dois, a olharmo-nos profundamente e a impedir os nossos corpos de agir sem qualquer tipo de controlo. Inspirei e expirei fundo antes de falar.
- A vossa actuação foi fantástica. – As palavras que eu desejava proferir não pareciam dispostas a sair da minha boca.
- Obrigado. – Os olhos dela observavam-me atentamente, quase lhe via um leve reluzir. – Bill… - O meu nome proferido pela sua voz deixava-me nostálgico. Ela mordeu os lábios antes de continuar. – Era só isso que tinhas para me dizer?
- Não, existe uma coisa que eu te queria mostrar.
O meu corpo segue para junto dela, planeava beija-la e tirar a limpo as minhas dúvidas. Desta vez íamos resolver tudo e ficamos juntos e felizes…
- Bill! – Uma entoação feminina chama-me do fundo do corredor. – Aqui estás tu!
Catarina quase corria para junto de mim. Andy afastou-se um pouco, surpreendida por ver aquela desconhecida a aproximar-se tão cumplicemente de mim.
- O EMA para Melhor Grupo Rock está quase a ser anunciado. – Nisto ela repara na outra rapariga ali presente. – Andy, nem acredito que estás aqui!
Catarina abraça-a como se conhecessem há muito tempo, para minha surpresa a Andy retribuiu.
- Hum, pois. Também não te imaginava aqui… - Ela tentou afastar-se um pouco.
- O Bill trouxe-me. – Sem eu esperar, Catarina abraça-me tal qual dois namorados. Não consegui reagir a tempo. – Ele é um querido.
- Sim, estou a ver. – Sorriu num trejeito triste. – Depois se nos voltarmos a ver tu contas-me tudo. Agora tenho de ir. Desculpa-me. – Então ela passou de cabeça baixa por mim e sem melhor seguiu caminho. – Boa sorte para o prémio.
- Obrigado. – Foi a única coisa que lhe consegui dizer antes de a Catarina me arrancar dali.
O meu mundo estava a ruir. Sentia-me tão cansado de tentar e sair sempre magoado. Olhei para a Catarina, ao menos ela permanecia ao meu lado…
Talvez estivesse na altura de tirar a Andy da minha cabeça.

[Tom]

Encontramo-nos todos nos nossos lugares, está na hora de saber se ganhamos o  EMA para Melhor Grupo Rock.
 - E o vencedor é… Tokio Hotel! - Anuncia a apresentadora.
Saltamos os quatro do sofá e abraçamo-nos uns aos outros. Ao subirmos ao palco, o meu irmão agradece a todos os nossos fans por terem votado em nós. Ao sairmos do palco passamos por elas, confesso que me sinto tentado a ir ter com ela, mas vou cumprir o que ela me pediu. O nosso último encontro não foi nada agradável para nenhum de nós, mas nele esclarecemos as coisas. Embora para mim seja impossível esquecer o que sinto por ela, se tiver de viver com esta mágoa dentro de mim assim o farei.
Voltamo-nos todos a sentar, só faltava entregar mais um prémio e a tenção crescia a cada momento para aqueles que ainda não haviam ganhado nada. Eu sabia que aquele EMA era um prémio importante para ele, só lhe desejava a maior sorte. A apresentadora recebeu o último envelope.
- Pois é, estamos mesmo a chegar ao final dos European Music Awards. – O público aplaude. – Mas, antes de terminar, ainda temos mais um prémio para atribuir. – Tudo começou a agitar-se. – Estão preparados? – Ela aponta para o placar atrás de si. – Vamos ver os nomeados!
No placar começa a passar 30 Seconds To Mars, Justin Bieber, Katty Perry e por fim, as Black Side. A tenção crescia desmesuradamente, todos possuíam muitas expectativas sobre quem ia ganhar, acreditando que a banda delas nunca iria ganhar um prémio. Era engraçado, há anos atrás diziam a mesma coisa de nós! Sim, desejava ardentemente que eles estivessem todos enganados!
- E o vencedor é… - Uma pausa para criar mais a ansiedade. – Black Side!
O recinto explodiu em aplausos, eu e Bill também nos levantamos a aplaudir. Ambos encontrávamo-nos extremamente felizes por elas, o que não se pode dizer de outras pessoas… A Catarina parecia ligeiramente irritada com isso, mas não dei importância.
Elas subiram com as lágrimas nos olhos, felizes e a saltar. Foi a Diana a agradecer, a Andy estava demasiado emocionada para dizer fosse o que fosse.
- Nós ainda não acreditamos que estamos com este prémio nas mãos. – Todas concordaram. – Durante todos estes meses sabíamos que os nossos fãs eram pessoas super espectaculares e esta noite mostraram que são os melhores do mundo! Só lhes queremos agradecer por nos ajudarem a realizar este sonho e prometemos que vamos continuar a dar-vos o melhor de nós! Obrigado!
Elas saíram do palco todas abraçadas, uma onda de vontade de ir a correr para ela abalou-me. Tinha de me controlar.
- Está na hora da after party. - Diz Georg animado.
- Pois está! - Digo sem dar muita importância.
- Tu estás bem? Tu adoras festas, estas sempre a gabar-te que conheces várias raparigas nelas! - Diz Georg.
- Georg, acabaste de me dar uma ideia! És um génio! - Digo-lhe sorrindo.
Sim, irei usar alguma rapariga durante a festa para lhe fazer ciúmes, se ela se mostrar furiosa ou incomodada por estar com outra saberei se as suas palavras foram verdadeiras ou se ela ainda sente algo por mim. Porque se ainda sentir, irei lutar por ela. Não vou cometer o mesmo erro.
Entramos agora no recinto da festa, mal chego começo a procura-la. Quando a vejo nem quero acreditar no que vejo. Bill vê a minha cara de espanto e ao mesmo tempo de choque, pergunta-me o que se passa comigo e tudo o que consigo fazer é apontar para ela. A conversar com um rapaz um pouco mais alto que ela com cabelos negros, eles parecem dar-se realmente bem. Mas não vou desistir tão facilmente, se aquele magricela pensa que ma vai roubar, está muito enganado! Só desistirei dela quando ela me disser, a olhar nos meus olhos, que já não me ama.
Vou por o meu plano em prática e até já tenho a rapariga ideal para tal, esta é loira e alta, parece uma modelo. Encontro-me a dançar bem agarrado a ela e a sussurrar-lhe coisas ao ouvido, agora só falta que ela olhe para mim, para que eu de um ar mais quente as coisas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

My Love You Are - 20º Capítulo

Olá meninas!
Eu fico mesmo contente por pelo menos termos duas leitoras que cá vêem!
Bem, a fic dentro de alguns capítulos vai acabar, também já devem estar fartasXD
O motivo é que eu e a Diana estamos a ficar sem tempo para ela, ela vai começar a estágiar e não vai ter tempo e eu já trabalho e ando na faculdade
Enfim, vou ter saudades dos vossos comentários!
Depois da fic terminar eu vou falar com a Diana para ver o que vamos fazer em relação a este blog...
Agora chega de conversa.
Beijinhos a todas!

Capítulo 20 – Confrontos

[Diana]



Ainda estamos todas em choque pelo que aconteceu ontem! Não queríamos acreditar que iríamos fazer uma sessão fotografia com eles. A proposta de fazer uma sessão fotográfica para a Vougue é fantástica para a banda, mas estar com eles vai ser um pouco difícil, ainda penso muito no Tom e ele pode pedir-me explicações pelo que se passou ontem.

Estamos todas prontas, saímos do hotel a correr. Estamos entusiasmadas, pois o local escolhido para a sessão fotográfica foi o Coliseu de Roma.

- Isto é fantástico! Nunca pensei que este sítio fosse tão lindo! - Diz Andy super entusiasmada a olhar pela janela do carro.

- Concordo contigo, estou ansiosa para ver o que vamos vestir. - Diz Inês sorrindo.

- Também estou curiosa! - Digo Eu.

- Eu estou nervosa, fotografar com eles vai ser fantástico…. - Diz Patrícia, depois olha para mim e para Andy que ficamos incrédulas a olhar para ela. - Desculpem meninas, eu falei sem pensar!

Ao chegar ao local encaminham-nos para a maquilhagem. Esta é toda em tons leves, o que nos da um ar natural. Depois vestimos umas mini saias com fitas de couro adornadas com pequenas medalhas de alumínio a penderem do sinto e uns topes estilo sutiã e uma tiara na cabeça tudo com coberturas em alumínio a imitar as armaduras romanas.

Ao chegarmos à arena os gémeos ficam a olhar para nós, quando nos vêem com aquelas roupas e com uma espada na mão ficam boquiabertos.

A sessão começa.

 Primeiro, tiramos as quatro fotos e depois uma de cada vez. Em seguida, umas contra as outras, o mesmo se sucede com os rapazes que estão simplesmente fantásticos com armaduras romanas.

- Agora vão tirar algumas fotografias com os rapazes, façam de conta tal como à pouco que estão a lutar uns com os outros. - Disse o fotógrafo.

  Estamos a tirar as fotografias e o Tom, nas fotos de grupo, não para de tentar tapar-me já me está a irritar.

- Para com isso. - Digo-lhe furiosa, olhando para ele com um olhar furtivo.

- Não paro…E tu vê se te tapas um bocado. - Diz Tom furioso, olhando-me furtivamente.

- Já falta pouco! - Diz o fotógrafo. 

Continuamos a tirar fotografias e o Tom continua a tapar-me.

Já me esta a irritar! Sinceramente, eu não percebo porque é que ele está a fazer isto.

- E acabamos. As fotografias ficaram fantásticas. - Diz o fotógrafo.

Estamos todas a dirigir-nos para os camarins para tirarmos a maquilhagem e trocarmos de roupa. Até que Tom se dirige a mim impedindo a minha passagem e do nada, pega em mim como se fosse um saco de batatas e pondo-me em cima do seu ombro.

- Larga-me, põe-me imediatamente no chão. - Grito-lhe esperneando e dando-lhe murros nas costas, mas não adianta. Ele parece um bloco de gelo que nada o afecta.

-Não te largo, temos de falar… - Diz Tom algo furioso.

É agora que ele provavelmente me ira pedir explicações do que se passou ontem, mas eu também o vou confrontar com o porquê de ter agido daquela forma na sessão fotográfica.

Entramos para um dos camarins e ele fecha a porta brutamente atrás de si e põe-me no chão. Para que eu não delineie um plano de fuga encosta-se à porta, a única forma de sair dali.

Encontramo-nos frente a frente a olhar bem fundo nos olhos um do outro e tudo o que me apetece é abraça-lo e beija-lo… Só posso estar a ficar louca, eu odeio-o pelo que me fez…

- Porque é que fugiste daquela forma de mim ontem? O que se passa contigo? - Pergunta-me Tom algo confuso.

- Eu fugi porque não te quero ver mais à frente. Ainda não percebeste que me magoaste muito quando me usaste e deitaste fora? Simplesmente esquece que eu existo e deixa-me viver a minha vida e vestir-me como quero…. E porque é que me estavas sempre a tapar na sessão? - Pergunto-lhe olhando-o quase nos olhos, tentando não demonstrar que por trás de cada palavra que proferi que existe ainda uma réstia de paixão por ele.

- Se é assim que queres irei fazer isso, não me vais voltar a ver e não me vou meter mais na tua vida… Eu tapei-te porque acho que és muito nova para aparecer em capas de revistas quase nua… - Diz-me Tom virando-me as costas e saindo batendo a porta atrás de si.

Após isto caio de joelhos a chorar. Não aguento isto, o meu coração diz-me para ir atrás dele, mas o meu corpo parece estar colado ao chão…



[Bill]



Os meus olhos ficaram arregalados, quando vi o meu irmão a pegar na Diana daquela maneira. Ele disse que ia fazer tudo o que pudesse para falar com ela e conversarem, porque no fundo ele nunca a esqueceu e, simplesmente, só desejava voltar a vê-la e tentar ter uma nova oportunidade.

Eu sabia, eu também desejava algo assim!

Isso deu-me um impulso para agir rapidamente e aproveitar aquela oportunidade. As duas raparigas da banda já se tinham afastado dela ao aperceberem-se da atitude do Tom, procurando segui-lo como forma de auxiliar a Diana. Porém, a Andy ficou paralisada. Ela sabia de toda a história e certamente que as memórias daquela semana distante no tempo regressaram em peso.

Antes que ela pudesse seguir atrás deles, dei uns passos rápidos e segurei-lhe na mão para a impedir. O toque suave da sua pele despertou-me por instantes o desejo incontrolável de a beijar, de sentir o gosto sublime daqueles lábios carnudos e de a ter junto do meu corpo como se o amanhã não existisse…

- Bill… - O som da sua voz a proferir o meu nome despertou-se subitamente do transe. – Eu tenho de ir.

- Andy, por favor, nós temos de falar. – As palavras saiam numa entoação de suplicia.

Ela suspirou, mas não me repeliu para longe, antes abriu a porta que se encontrava perto dela e dava acesso ao meu camarim e do Tom. Aquele pouco espaço de tempo permitiu-me observar melhor o resto do seu corpo, não que já não o tivesse feito durante a sessão onde ela estava divinal, mas de uma outra forma mais… Mais natural. Nisto reparei nas suas mãos e o meu coração falhou uma batida: Ela ainda tinha o meu anel!

- O que queres Bill? – A sua atitude parecia de indiferença, no entanto os olhos denunciavam uma angústia escondida. Algo que fora eu a provocar!

Os meus pés avançaram a medo e voltei a segurar-lhe ternamente na mão direita. O meu olhar prendeu-se naquele contemplar castanho e no rosto corado, sentia a pulsação do sangue a aumentar.

- Tu ainda o tens. – Um sorriso soltou-se dos meus lábios. – Isso… Isso significa algo…

- Significa que já o posso devolver-te. – Ela parecia fria e distante, mas os vistos reluziam de lágrimas contidas. Ela cessou o contacto e iniciava-se para o tirar. Eu não conseguia reagir. – Foi aquilo que tínhamos dito um ao outro…

- Não. – Interrompi a sua fala, à medida que me aproximava os ossos corpos de forma subtil. – Eu quero que ele seja teu, Andy.

- Bill, já passou muito tempo desde a última vez que nos vimos. – O rosto dela descaiu para o chão, incapaz de me enfrentar. – Muitas coisas mudaram e…

- E eu percebi tarde de mais que te amava. – Novamente impedi-a de prosseguir. – Andy, eu fui um estúpido e apercebi-me disso durante este longo ano. Não imaginas a quantidade de vezes que desejei voltar a ver-te e, puder ter a hipótese de te dizer tudo aquilo que sinto.

- Bill, por favor… - Desta vez as lágrimas soltaram-se dos seus canais lacrimais. – Eu já sofri muito por tua causa, por me ter iludido e… - Ela engoliu em seco. – E tive de reparar um coração partido. Não quero mais ter de chorar por desilusões…

- Desta vez é diferente. – O meu dedo indicador puxou o seu rosto para o meu. – Desta vez eu sei que não te quero perder, que vou lutar por ti com todas as minhas forças.

- Bill…

Antes de ela dizer mais qualquer coisa, arrebatei-a nos meus braços e beijei-a. No inicio, senti alguma resistência, mas a pouco e poucos os nossos lábios dançavam num beijo apaixonado. Eu queria mais e ela também, pois cruzou os braços no meu pescoço, tal como eu lhe segurei pela cintura sem a deixar fugir. Os nossos corações batiam a um ritmo descompassado e as respirações ofegavam. Até o ar começar a ser insuficiente para alimentar as nossas células, prosseguimos numa troca de amor resguardada durante meses.

- Andy…

Nisto a porta do camarim abre-se com um enorme estrondo e Tom entre num pranto incessante. Ao ver o meu irmão assim, o meu coração fracturou-se e corri para o abraçar, esquecendo-a por momentos, só existindo para abrandar a mágoa do meu gémeo.

- Não existe uma “desta vez”. – Disse ela num murmúrio que só eu consegui ouvir, antes de sair pela porta e me deixar sozinho com o meu irmão.

Sós.

Sós, como ficamos por nossa culpa há um ano e sós, porque as coisas tinham mudado.

Aquilo só significava uma coisa: chegou a altura de sermos nós a lutar por elas!



[Tom]



Encontro-me no hotel a olhar pela janela, a relembrar mais uma vez as duras palavras que ela me disse. Como é que eu pude ser tão estúpido? Quando encontro a rapariga da minha vida arruíno tudo, por ter pensado que se tratava de mais uma curte. As suas palavras duras foram merecidas, talvez deva esquece-la e tentar seguir com a minha vida. Quando relembro aquele momento é como se me dessem uma facada no peito.

Olho para o telemóvel, talvez devesse ligar-lhe ou mandar-lhe uma mensagem. Mas provavelmente ela rejeitaria a minha chamada e não lia a minha mensagem. Não sei o que fazer…

Tom fechou os olhos e começou a relembrar aquele fim de tarde no camarim.

 “ A sessão fotográfica acabara e Tom estava furioso por Diana andar tão despida e parecer tão alegre. Tom perdeu a cabeça e num acto de loucura devido aos ciúmes, pegou em Diana como se esta fosse um saco de batatas. Mesmo com os seus pontapés e gritos ele ignorou-a e trancou-se, contra a vontade de Diana, dentro de um camarim onde ouve uma conversa entre ambos com palavras ditas num momento de raiva e ciúmes…

-Larga-me, põe-me imediatamente no chão. - Grita Diana esperneando e dando murros nas costas de Tom, mas não adianta. Ele parece um bloco de gelo que nada o afecta.

-Não te largo, temos de falar… - Diz Tom algo furioso.

Encontram-se frente a frente, a olhar nos olhos um do outro. O ambiente é tenso e a raiva e os ciúmes estão á flor da pele. A respiração de ambos está ofegante e os lábios desejam unir-se em mais um beijo. Algo a que o cérebro de ambos diz para não o fazerem, embora a tentação os esteja a roer por dentro.

- Porque é que fugiste daquela forma de mim ontem? O que se passa contigo? - Pergunta Tom algo confuso.

- Eu fugi porque não te quero ver mais à frente. Ainda não percebeste que me magoas-te muito quando me usaste e deitaste fora? Simplesmente esquece que eu existo e deixa-me viver a minha vida e vestir-me como quero…. E porque é que me estavas sempre a tapar na sessão? - Pergunta-lhe olhando-o quase nos olhos tentando não demonstrar que por trás de cada palavra que proferiu, existe ainda uma réstia de paixão por ele.

- Se é assim que queres irei fazer isso não me vais voltar a ver e não me vou meter mais na tua vida… Eu tapei-te porque acho que és muito nova para aparecer em capas de revistas quase nua… - Diz Tom virando as costas e saindo, batendo a porta atrás de si.”

Ao recordar este momento as lágrimas voltam a escorrer-me pelo rosto, tal como aconteceu naquele fim de tarde quando me virei para a porta e sai apressadamente. Não queria que Diana visse o quanto as suas palavras me magoaram.

domingo, 15 de maio de 2011

My Love You Are - 19º Capítulo

Olá meninas!
Obrigado a Shine e a biak. por comentarem!
Nós ficamos felizes por existir alguém que leia esta fic!
O cap é apra vocês as duas!
Pedimos desculpa pela demora, mas como esta fic é escrita em conjunto, por vezes torna-se complicado consiliar horários e ter um cap para postar.
Ela também não vai ter muito mais caops, devido à escola/Faculdade, mas espermos que apreciem!
Beijinhos!

Capítulo 19 – O Reencontro

[Andy]

No dia seguinte, mal acordamos fomos logo tomar o pequeno-almoço, depois teríamos de ir para o Palácio Biscuri onde iríamos gravar o videoclip. Diana, Inês e Patrícia pareciam realmente animadas com a ideia e felizmente, mais bem-humoradas umas com as outras! Aqueles dias difíceis de raparia da sempre cabo da cabeça a todos que os rodeiam.
Eu também estava contente, pelo menos a gravação do videoclip mantinha a minha cabeça ocupada e não me deixava pensar em outras coisas… Outras pessoas…
Mal terminamos de comer e nos arranjar, Damen anunciou que os nossos carros aguardavam por nós e no palácio tudo já se encontrava montado. Este riria ser um clip mais ousado e sedutor, todas queríamos combater a ideia de meninas certinhas que algumas pessoas começavam a ter sobre nós e mostrar que éramos pessoas comuns que se gostam de divertir. Embora a letra da música tivesse mais a ver com a perspectiva de não se deixar escapar o rapaz que se quer, todavia isso seria só uma música…
Três horas depois e muita maquilhagem em cima, já nos preparávamos para filmar a primeira parte do clip. Eu e o resto das raparigas encontrávamo-nos no jardim do palácio com os instrumentos montados. Diana vestia um mini top verde e uns mini calções dos quais saía uma cauda verde translúcida; Inês optara por um pequeno top e calças beges cheias de brilhantes; Patrícia vestia um maiow preto com um cinto vermelho e meias rendadas super finas que deixavam as pernas completamente nuas; eu envergava também um maiow negro com cuecas de leopardo, um casaco de cabedal e umas botas enormes até aos joelhos.
Começamos a cantar o inicia da música.

Hey boy, what you looking for?
Hey girl, what you waiting for?
I’ve been here so long
I’ve been here so long
I know what you want
I know what you need


Esta cena iria ser repetida em quase todas as partes do refrão. Por isso repetimos cerca de quatro vezes para variar as contracenas e poder focar todos os elementos da banda. Depois disto, voltamos para a maquilhagem e mudamos o local da gravação para o interior do palácio.
A cena constava em um rapaz dento de uma sala com cara de choro a olhar o horizonte, posteriormente as Black Side apareciam comigo na liderança e ficavam a olha-lo e a incentivarem-me para ir ter com ele. Eu seguia para perto dele, colocava a mão sobre o seu ombro e começava outra vez a cantar.

You come to this place
For be alone and cry
I can see the tear in your eye
I can see in your face

Was she who hurted you?
Don’t lie to me
I know that this true
The kisses, hugs to another gay,
I see, I see

So

Hey boy, what you looking for?
Hey boy, what you waiting for?
I am here for you
I am here for you
I know that you want me
I know that you need me

A seguir, foi a vez de Diana contracenar com um outro rapaz. A minha amiga ficava encostada a ele e seduzia-o com carícias e beijos no pescoço. Isto alternado com imagem semelhantes que Inês e Patrícia gravavam com outros rapazes em outros lugares do palácio. Sem dúvida este vídeo seria marado por cenas de sedução.

Just forget her
She doesn’t deserve this consider
Came to me, come to me
I give you every hug, every kiss

You need a girl
To make you smile again
I am this girl
I am offer and them?

Hey boy, what you looking for?
Hey girl, what you waiting for?
I’ve been here so long
I’ve been here so long
I know what you want
I know what you need

Na última cena fomos para a sala principal, lá tinham sido montada uma mesa muito resistente, um sofá e uma cadeira e num outro canto os nossos instrumentos. Primeiro começamos a cantar normalmente, posteriormente colocávamo-nos em cima dos móveis, eu a Diana na mesa, Patrícia na cadeira e Inês no sofá, todas a dançar ao ritmo da música de forma sempre sedutora. Nessa altura os rapazes entram e começam a olhar-nos e nós miramo-los com olhar de quem os quer conquistar, passando a mãos pelo nosso corpo, humedecendo os lábios e saltando para caminhar lentamente até eles.

Shush, don’t speak
Kiss and kiss
Feel and feel this
I know that you like

Hey boy, what you looking for?
Hey girl, what you waiting for?
I’ve been here so long
I’ve been here so long
I know what you want
I know what you need

Por fim, chegamos junto deles e dançávamos agarradas aos seus corpos. Sempre alternando com cenas de nós a actuar nos jardins.

Hey boy, what you looking for?
Hey girl, what you waiting for?
I’ve been here so long
I’ve been here so long
I know what you want
I know what you need
(Andy Girl – I Am Here)

Íamos terminar com uma cena de beijo, em que todas beijávamos um e issso passava em alta velocidade nos últimos segundos da faixa audiovisual.
- Corta! – Ouvimos Damen a dar por finito a gravação. – Isto ficou perfeito!
- Finalmente! – Dissemos todas em uníssono e começamos a rir feitas malucas.
O videoclip tinha demorado cerca de sete horas a gravar, ou seja já era perto das oito da noite quando terminamos. No entanto, valeu totalmente a pena, pois apesar de cansadas tínhamos adorado completamente toda aquela experiencia.
As Black Side já se estavam a despedir de toda a gente para irem descansar, quando algo interrompe as despedidas.
O mundo parou naquele momento!

[Tom]

Eu e o Bill fomos convidados para uma sessão fotografia para a revista Vougue italiana, as fotografias vão ser tiradas no Palácio Biscuri. Eu e o Bill estamos a adorar a sessão fotografia estamos a divertirmos imenso. 
- Esta sessão está a ser fantástica! - Diz o meu irmão enquanto muda mais uma vez de roupa.
- Pois está e as fotos estão a ficar muito boas. -Digo eu sorrindo.
- Agora Tom senta-te naquela cadeira e tu, Bill fica ao lado dele em pé. - Diz o fotógrafo.
Assim o fazemos, após várias fotografias o fotógrafo grita que já tem a foto perfeita. Depois vamos para um corredor, onde eu tenho de me abaixar e o Bill ficar em pé.
Estamos nisto há horas, já me dói as pernas de tanto me abaixar. Por fim, decidem tirar-nos fotografias individuais com uma tela por trás. Por mim fazemos uma pausa para comer-mos alguma coisa, estamos super cansados, mas vale a pena porque as fotografias estão mesmo fantásticas e o meu irmão tem mesmo jeito para modelo. Eu à sua beira pareço um amador.
- Está a ser mesmo fantástico, já me dói os pés de andar de um lado para o outro. Nunca pensei que este palácio fosse tão grande. - Diz o meu irmão com um ar esgotado.
- A mim doem-me as pernas de tanto me sentar e abaixar. - Digo eu.
- Eu entendo-te, mas isto já deve estar a acabar! - Diz Bill.
-Espero bem que sim, só quero ir para o hotel descansar. - Digo Eu.
Mais umas quantas fotografias são tiradas e finalmente, podemos vestir as nossas roupas para irmos embora.
Estamos no corredor e parece-me ouvir a voz de Andy, mas o que raio estás a pensar Tom? Já andas a ter alucinações auditivas.
- Ouviste isto? Parece a Andy a cantar. - Diz o meu irmão, fazendo com que eu perceba que não imaginei ter ouvido Andy.
- Sim ouvi… - Digo eu.
- Parecem mesmo elas, de onde vira a música? - Pergunta Bill.
- Só há uma forma de o descobrir, indo atrás do som… - Digo eu.
O meu irmão acena com a cabeça em sinal de concordância e decidimos ir em descoberta do som... Quando chegamos á sala nem queremos acreditar nas figuras em que elas se encontram, eu e Bill estamos em estado de choque! Como é que elas foram capazes de se vestir assim? O que lhes fizeram e onde estão a Diana e a Andy que nós conhecemos e pelas quais nos apaixonamos? É a pergunta que percorre os nossos pensamentos…

 [Bill]

Eu confesso que fiquei em estado de choque quando as vi naqueles trajes minimalistas, mas apesar disso não posso deixar de apreciar as suas belas curvas. Tom fazia o mesmo, isto depois de ter também ultrapassado o choque inicial.
A minha cabeça andava às voltas a tentar arranjar uma explicação para o facto de elas se acharem ali, numa sala repleta de instrumentos, a cantarem e a serem filmadas por uma equipa de profissionais que eu já vira antes….
- Corta! – Ouvi uma voz familiar dar por terminada a gravação. – Isto ficou perfeito!
A minha atenção foi arrastada, pois não queria de modo algum deixar de a vislumbrar, para o portador de tal voz. Isso foi um verdadeiro choque! Damen, mais precisamente conhecido como sendo o irmão de David Jost, que só por acaso também é manager, estava a gerir aquela equipa e depois de terminadas as gravações, foi felicitar as raparigas pelo seu trabalho. Só aí e com uma brutalidade única me apercebi que anteriormente, numa conversa circunstancial, Damen referira que estava a trabalhar com uma nova banda que já alcançara algum sucesso. Mas tal passou-se há muitos meses atrás e na altura eu não dera a mínima importância para a tal banda…
Como é que eu ia saber que elas tinham formado uma banda? A última vez que a vira em cima de um palco, elas estavam sozinhas e… mais vestidas também. Só de me lembrar daquele dia as lágrimas teimam em turvar-me a visão, foi realmente doloroso ter de tomar a decisão de a deixar definitivamente de ver e agora ali estava ela. Sublime, exuberante, sedutora e ainda assim, a Andy por quem eu me apaixonei perdidamente.
O destino pregou-nos uma grande partida!
Eu e Tom permanecemos algum tempo a vê-las a vestirem um roupão e despedirem-se, porém a certa altura o mundo parou: o barulho caótico de gente a falar deixou de se ouvir, as pessoas pareciam imóveis e tudo se resumia a ela.
O nosso olhar cruzou-se.
Eu ainda a amava e se o destino me tinha dado esta oportunidade para voltar a ser feliz, eu iria agarra-la com todas as forças que tinha!

[Diana]

Eu e as outras estamos super felizes, após algumas horas o nosso vídeo ficou finalmente pronto e melhor do que nós imaginamos. As roupas são fantásticas, os cenários são simplesmente lindos. Mas quando olho para a porta do espaço que nos foi destinado como balneário e o vejo, o meu mundo parou!
Porque é que eu tive de me apaixonar por ele? Ele continua o mesmo, cada vez mais lindo e o olhar cada vez mais hipnotizante… Mas o que estás para aí a pensar? Ele magoou-te e isso conta muito mais. Num acto quase de loucura aproximo-me da porta a paços largos, ele tira as mãos dos bolsos. Eu ponho a minha mão direita na porta…
- Com licença… - Digo eu e fecho-lhes a porta na cara, trancando-a com a chave que se encontra na fechadura…
- Abram a porta. Deixe-nos conversar com vocês e explicar-vos o que aconteceu… - Diz Bill batendo com a mão na porta.
- Não há nada para falarmos, já te disse tudo o que tinha a dizer. Por favor, vai-te embora. - Diz Andy irritada.
- Vão-se embora, deixem-nos em paz… - Digo Eu.
- São o Bill e o Tom, abram a porta. - Diz Patrícia.
- Sim, nós sabemos quem eles são. Mas depois de saberes o porque de estarmos a ter esta atitude, vais perceber e ver que temos razão em estarmos a agir assim. - Diz Andy.
- Então expliquem! - Diz Inês.
- Primeiro, vamos pensar numa forma de sairmos daqui… - Digo Eu.
- Porque não saímos pela janela? - Diz Andy.
- Boa ideia! Vamos pegar naquela mesa e subimos para cima dela e saltamos… - Digo Eu.
- Parece-me bem. - Diz Inês.
Assim o fazemos, trabalhamos em equipa e em pouco tempo estamos finalmente fora do edifício. Eu e Andy já respiramos de alívio por o nosso encontro com eles já ter passado. Agora é altura de começarmos a correr e depois de explicar tudo a Patrícia e a Inês.

[Andy]

Eu ainda não acreditava que o podia ter encontrado naquele lugar! A sério, o destino estava a pregar-me uma grande partida… Uma partida muito dolorosa para o meu pobre coração! No entanto, naquele momento não podia perder tempo em devaneios e lágrimas. Eu e as raparigas tínhamos acabado de saltar pela janela, e estávamos as quatro a correr feitas loucas pelos jardins em salto alto.
- Eu acho que não vou aguentar correr isto tudo até ao carro. – Patrícia já estava a arfar devido à correria, mas mantinha o passo pois sabia que aquilo era importante para mim e para Diana.
- Vocês vão ter de nos dar uma boa explicação. – Inês já tirara os sapatos e corri descalça. – Ainda por cima eles eram os vossos ídolos.
- Eram. – A minha amiga salienta o tempo verbal. – Dizes-te bem, isso é passado.
O meu coração batia descompassadamente, já não sabia se seria do choque ou da corrida exaustiva da qual eu estava quase a desistir. As pernas tremiam-me, os meus pulmões mal assimilavam o ar e a cabeça começava a latejar… Não, não podia desistir! Nisto uma terrível pergunta confronta-me: Mas afinal do que estava eu a fugir?
Se virmos bem a questão, apenas corria para fugir de um confronto que mais cedo ao mais tarde teria de acontecer. Quando se vive no mundo da música existem encontros inevitáveis. Ainda assim, preferia que aquilo ocorre-se mais tarde, talvez quando estivesse mais preparada… Se é que realmente iria estar preparada um dia!
O barulho de uma segunda correria despertou-me para a realidade e olhando para trás, quase tropecei numa pedra ao reparar que eles nos seguiam. Ok, tive de voltar a cabeça para a frente e controlar o riso, a figura do Tom agarrado as calças para elas não lhe escorregarem pelo rabo abaixo e o rosto vermelho de Bill a correr com os saltos altos nas mãos e a saltitar de vez a vez para não se magoar em ramos partidos que no chão ia encontrando. Por breves instantes desejei parar e agarrar-me à barriga a rir a bandeiradas da cena hilariante…
No entanto, antes de eu poder parar, fui contra algo consistente que me fez cair ao chão. O meu rabo deve ter ficado bem vermelho devido a queda, mas tirando isso não me magoei.
- A menina não sabe ver por onde anda? – A voz irritante de uma mulher ajudou a organizar a minha confusão transitória provocada devido à queda. – Com uma roupa dessas vê-se mesmo que deve ser uma qualquer galdéria!
Ainda atordoada, ergui-me e deparei-me com uma secretária de óculos a assentarem num nariz empinado e um homem super bem vestido e com ar interessado naquilo que via, ou seja, as minhas amigas que estavam a meu lado aparvalhadas com o encontram que eu tive.
Nisto, Bill e Tom aproveitaram a oportunidade para se aproximarem do meu grupo. O moreno mais novo apressou-se a segurar-me no braço como se a qualquer momento eu pudesse cair outra vez. O toque provocou-me um arrepio que percorreu toda a minha espinha. Sim, paralisei ao deparar-me frente a frente com aqueles olhos castanhos tão mágicos e perfeitos, aquele sorriso desejável, aqueles lábios apetecíveis…
Tudo tão doloroso para um pobre coração!
Sem grande entusiasmo, soltei o meu braço dele, reparando a cara magoada que se desenhou nele. Depois, a minha cabeça repetiu as palavras da mulherzinha e uma cólera momentânea fervilharam na minha garganta.
- Galdéria é você que precisa de insultar os outros para se sentir superior! – Os olhares recaíram todos em mim, Diana conteve um sorriso de satisfação por enfrentar a outra. – E sim, eu vejo por onde ando, vinha apenas distraída!
- Katherine, não precisa de ficar assim, foi apenas um pequeno encontrão. – O homem bem arranjado apressa-se a César a briga e analisa-me de alto a baixo. Coçando o queixo após alguns segundos. – A sua cara não me é estranha, alias. As vossas caras. – Apontou para o resto das raparigas. – Espere ai, vocês são as Black Side, não são? – O homem esboçou um sorriso radiante de orelha a orelha.
- Sim! – Todas anuímos no mesmo tom.
- Oh Meu Deus! – Ele dirige-se para mim e agarra-me nas mãos com delicadeza. Pelo canto do olho, vi Bill a dar uns passos atrás. - Que feliz coincidência! Eu sou o director da Vougue italiana e acabei agora mesmo de terminar uma sessão fotográfica com os vossos amigos. – Sem hesitar, apressou-se a contornar-me e juntar-se aos gémeos. – Não fazia a mínima ideia que se conheciam, mas no mundo da música quem não se conhece? – Riu-se, mas nenhum de nós retribuiu. – Bem, a questão é a seguinte, atendendo a nova onda revolucionária que vocês têm causado, queria-vos perguntar se querem pousar para a Vougue no próximo número?
Os meus ouvidos começaram a ouvir um zumbido depois de escutar a proposta do homem. Nem eu, nem o resto das raparigas parecíamos acreditar naquela proposta tão tentadora.
O que é que eu fazia agora?