Olá pessoal!
Ok, nós não tivemos nenhum comentário, mas esperamos que isso se altere!
Digam qualquer coinha, memso que seja um "não gosto"!
Nós esperamos que pelo menos alguém leia isto.
Beijinhos a todos
Capítulo 1 – O concurso
[Andy]
Um dia de trabalho, mais um fatídico e monótono dia de trabalho a aturar gente da alta sociedade alemã! Eu gostava do trabalho que tinha, aquela roupa com a qual as vedetas de Hollywood e as singstar de todo o mundo usavam dava-me prazer em vender e aconselhar sobre as melhores combinações entre umas calças e um top ou um casaco e uns sapatos, no fundo sentia-me uma pequena conselheira das estrelas e milionários anónimos que por aquela loja passavam a gastar dinheiro. No entanto, confesso que se não fosse a minha melhor amiga, a Diana, que trabalhava comigo, nunca me sentiria capaz de aguentar os dias que se seguiram à primeira semana em solo alemão! Sim, nós não somos naturais da Alemanha, antes duas emigrantes vindas de Portugal à procura de conquistar um sonho e este pais, do qual dominávamos lindamente a língua, pareceu-nos o mais adequado para tal.
Qual o nosso sonho? Simples, ambas amávamos música e sonhávamos poder viver disso. Porém, no nosso país de origem, esse ramo está restritamente fechado e são poucas as pessoas que se dedicam a ser músicos em Portugal, pois a maioria torna-se um êxito imediato que ao fim de alguns meses ninguém se recorda. Já tínhamos tido oportunidade com uma editora para gravar um CD, se não fosse os produtores a quererem mandar no nosso estilo de música e na tentar mudar a nossa aparência, alegando que o nosso estilo já não se vendia, nós até poderíamos estar a pisar os palcos e a dar autógrafos a pessoas que nos iam adorar ou simplesmente gabarem de terem uma assinatura de um famoso a quem não ligavam muito. De todas as formas, queríamos fazer as coisas da forma mais correcta e se era para lutar, que lutássemos com toda a força por conquistar algo ao qual depois dessem valor. Conclusão, ao ouvirmos falar das oportunidades da Alemanha, lá fomos as duas enfiar-nos num avião rumo à terra das salsichas e da cerveja, sem um cêntimo no bolso, mas uma vontade feroz de alcançar um sonho.
Suspirei ao colocar mais uma camisa, com um padrão xadrez vermelho e preto da Dead Meat, no lugar adequado. Aquilo era o que fazíamos nos dias em que os ricos se lembravam de virar a loja ao contrário e sair sem se quer levar um cinto que pagasse o nosso trabalho de arrumar aquilo que eles tinham prazer em desorganizar.
- Andy… - Uma voz feminina que eu conhecia muito bem chamava-me para o mundo real. – Andy!
- Hum? – Tornei a cabeça na sua direcção.
- Tu estavas a ouvir-me? – Olhou-me com cara um pouco ofendida por a ignorar durante o meu pequeno momento de divagação.
- Sim… - Tentei mentir piedosamente para que ela não se chateasse muito comigo.
- Então o que é que eu estava a dizer? – Os olhos fixaram-se firmemente em mim e torceu a boca aguardando uma resposta.
- Tu…. Tu estavas a falar… - Eu bem pensei em algo que ela pudesse estar a dizer durante aquele tempo todo, mas confesso que nada me surgia. A abstracção de somente pensar no meu sonho levavam-me a sonhar alto demais e depois… Depois a queda. – Ok, desisto.
- Eu bem sabia. – Voltou costas um tanto zangada e dobrou umas calças Lacoste colocando-as na cruzeta correcta. – Tu tens andado demasiado na Lua nos últimos tempos.
- Desculpa. – Novamente expeli o ar nos pulmões de forma lenta e coordenada para relaxar os músculos e atenuar o fluxo de pensamentos. – Ando meio desanimada, ainda nenhuma editora nos mandou uma resposta para a maqueta que enviamos… - Desejava poder sentar-me um pouco e esconder a cara desalentada que se desenhou em mim. – Talvez seja melhor desistir de tudo e voltar para Portugal.
- Vá lá Andy. – Rodando nos calcanhares, Diana encarou-me fazendo o seu cabelo negro ondular com o movimento. – Só cá estamos há um mês, não pudemos esperar que tudo mudassem tão rápido.
- Eu sei… - Concordei ainda assim abatida pela falta de emoção durante aqueles dias. - Só que gostava que acontecesse qualquer coisa emocionante que me fizesse esquecer as saudades das pessoas de Portugal, às vezes parece que não tenho razões , nenhumas para continuar aqui.
Diana sorriu e encaminhou-se para trás do balcão de onde retirou uma revista tipicamente adolescente: Bravo! Na capa vinha alguns dos temas a que os jovens davam importância como dicas de beleza, os filmes a estrear no verão e os melhores truques para conquistar alguém, sim banalidades para entreter as raparigas que acreditavam que através de uma revista podiam aprender alguma coisa sobre amor! Contudo, sabia que o facto de Diana possuir aquele monte de folhas agrafadas, nada deveria ter haver com aquelas futilidades.
- Eu tenho a solução para o teu problema! – Nada disse à medida que ela desfolhava página a pagina à procura de um qualquer artigo, supostamente interessante que me desse “pica”. – Cá está!
De uma forma bastante emotiva, ela coloca a revista bem à frente dos meus olhos para eu puder ver o que ela procurava. Como fundo de página, encontrava-se o grande e fantástico sexgott alemão. Alguns também o conhecem por Tom Kaulitz, o guitarrista dos Tokio Hotel!
Ok, eu admito! Eu e a Diana tínhamos uma pequena (leia-se como pequena na medida que não conseguíamos passar um dia sem saber novidades e ver fotos) daquela fantástica e surrealmente brutal banda! Simples rapazes que, com o poder da sua música, inspiraram duas raparigas de terras lusas a lutarem para alcançar um sonho. Talvez nos considerassem malucas por acreditar que se eles conseguiram, nós também iríamos conseguir, mas o que seria a vida sem uma pequena loucura a dar-lhe sentido?
- Eu não estou a entender. – Disse passando por alto os olhos no artigo sem realmente ler o que continha.
- Bem, eu explico. – A minha amiga caminhava de lado para lado com um ar bastante engraçado de quem me iria elucidar como se explica a uma criança a coisa mais simples do mundo. – O Tom está a promover umas sapatilhas da Reedbok e, a marca vai fazer um concurso para os fãs.
- Para os fãs da Reedbok? – Um ponto de interrogação surgiu na expressão facial.
- Dah! – A mão direita dela passou em gesto de abanão diante dos seus olhos . – Claro que não! – Um sorriso sonhador apareceu nos seus lábios. – Para os fãs dos Tokio!
- AH! – Disse mais esclarecida, porém um pouco confusa. – Mas continuo sem entender em que é que o concurso resolve o meu problema.
A rapariga juntou-se ao meu lado, o braço esticou-se para o horizonte e passava de um lado para o outro fazendo-me voar com as suas palavras:
- Imagina tu e eu… - Cada palavra denotava um misto de felicidade e convicção. – Um hotel de cinco estrelas, um tourbus e montes de diversão entre backstages e almoços com aqueles quatro rapazes que tanto admiramos… - Ao mira-la mais atentamente, distingui um pequeno brilho no seu olhar. – Consegues imaginar tudo isso à distância de um simples concurso, em que tudo o que temos de fazer é comprar umas sapatilhas e digitar um código na net?
A minha imaginação vagueava pelos cantos da fantasia, recordando aquele sorriso divinal que noutra altura aquele anjo caído do céu deixara escapar diante de mim em Portugal. Um vulgar gesto dado ás muitas fãs que pela sua frente desfilaram, porém naquela insignificância que eu representei para ele, nunca me senti tão feliz… Desde essa ocasião, sonhava vislumbrar novamente aquele sorriso que me injectava adrenalina pura nas veias e me fazia desejar continuar viva para contemplar a sua real beleza.
-Achas que temos hipóteses? – Inquiri hesitante em saber a resposta.
[Diana]
-Eu acho que sim, podemos concorrer as duas assim temos uma dupla hipótese de ganhar. Assim pode ser que pelo menos uma de nós possa estar perto dos rapazes que nos inspiram diariamente e nos dão força para enfrentar cada dia de trabalho nesta monotonia de loja!
Eu pensava seriamente que teríamos hipóteses e aposto que seria a Andy a ganhar, ela merece as letras das músicas que ela canta e eu toco são da sua autoria e, inspiradas não só nas nossas historias, bem como no Bill: o vocalista dos Tokio. Segundo a Andy, ele é uma espécie de Deus Alemão que a ajuda quando ela precisa.
O nosso dia de trabalho está a ser um pouco chato a loja está as moscas e, como sempre, as nossas colegas de trabalho falam mal de nós pelas costas. Eu sei, nós somos apenas duas raparigas portuguesas que tiveram a brilhante ideia de vir para um país do qual nem a língua sabíamos e fomos ter explicações de alemão só para podermos vir para aqui lutar pelo nosso sonho. Muitas pessoas, incluindo as nossas famílias, acham que estamos malucas por termos vindo para cá e especialmente porque acham uma estupidez querermos viver da música, pensam que isso não é futuro para ninguém.
-Acho que tens razão, devemos concorrer, mas duvido que alguma de nos ganhe. Mas como tu costumas dizer, o importante é participar e tentar. - Disse Andy com um pequeno sorriso no rosto.
- Quando sairmos, vamos comprar as sapatilhas e, quando chegarmos a casa mandamos o código? Ou preferes fazer isso tudo amanhã? - Perguntei Eu, conseguia ver que a Andy estava cansada já a conheço há bastante tempo para saber como se sente por vezes.
-Sim. Mal sairmos, vamos logo comprar as sapatilhas e depois vamos para casa jantar e só depois de termos arrumado a louça é que vamos enviar os códigos. Ok? - Disse Andy com um ar alegre.
-Então está combinado. - Disse Eu, estava tão feliz por poder participar e quem sabe, uma de nós ganhar e poder estar com eles.
A loja está quase a fechar, como hoje não tivemos clientes, apenas algumas pessoas a espreitar pela montra e a queixarem-se dos preços das roupas. Por isso, saímos mais cedo que o habitual e ao sairmos do shopping vimos uma revista, a PopCorn, que continha um poster gigante dos Tokio. Então juntamos os poucos trocos que tínhamos nas nossas carteiras e felizmente tínhamos dinheiro para duas revistas. De seguida, fomos à loja comprar as sapatilhas e ao sair do shopping vimos que estava a chover imenso, por sorte o autocarro não demorou a chegar à paragem. Entramos e em meia hora estávamos em casa.
A nossa casa é um apartamento simples, este apenas contêm uma sala que tem um sofá que faz de cama e onde vemos filmes até as tantas da madrugada. Isto, quando no dia seguinte temos folga, tem um pequeno quarto onde existem duas camas e uma parede a descer, onde damos todos os dias com a cabeça quando acordamos. No quarto temos ainda um armário e uma secretaria onde estão os nossos portáteis, no dela tem uma foto do Bill e no meu uma do Tom e temos uma casa de banho e uma cozinha onde nos divertimos a cozinhar e a lavar a louça
-Finalmente, chegámos. Estou cansada, estes dias de chuva são tão deprimentes. Por sorte amanhã temos folga. - Disse a Andy com um ar feliz por poder dormir a manha toda.
-Sim, concordo em tudo contigo. O que vamos fazer para o jantar? -Perguntei eu ao ver que havia pouca coisa no frigorífico.
-Podemos comer essa pizza que está aí. - Disse Andy num tom de voz calmo
-Sim boa ideia vou pô-la no forno. - Disse Eu
Enquanto a pizza estava no formo, eu e a Andy fomos colar mais um poster dos Tokio, como não havia mais espaço no quarto pusemo-lo na sala nos vivemos e respiramos Tokio Hotel. Após a colagem concluída fomos por a mesa e jantamos calmamente.
-Está na hora de mandar-mos os códigos. - Disse a Andy num tom de voz alegre mas um pouco nervosa.
-Pois está! - Disse Eu num tom de voz com algum nervosismo.
Fomos para o nosso quarto e cada uma para o seu portátil, de onde mandamos rapidamente tudo. Agora só nos resta esperar!
Após isto, fomos para o sofá onde abrimos a parte da cama e deitamo-nos lá a ver uma comédia romântica onde nos fartamos de rir e acabamos por adormecer no fim do filme. A sorte é que tínhamos levado cada uma a sua cobertura da cama a Andy tinha a do Bill e eu a dos 4.
Como disse nos somos muito malucas pelos 4 rapazes.