Fic Do Momento

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domingo, 31 de outubro de 2010

My Love You Are - 6º Capítulo

Olá meninas!
Muito obrigado por comentarem!
Ficamos mesmo contentes por estarem a gostar e por fazerem o nosso trabalho de escrever valer o esforço!
Antes de passar ao capítulo queria só dizer que se alguém tiver intressado em ler mais das nossas histórias, mas sem ser em conjunto, podem passar nos nossos Blogs!
Aqui fica mais um capítulo e nós esperamos que gostem! 
Beijinhos



Capítulo 6 – Duas perspectivas de dia

[Andy]

O dia mal tinha começado e já estava a correr mal! A Diana continuava zangada comigo e os gémeos também… De um momento para o outro, parecia que ninguém desejava falar comigo, tal qual a minha presença fosse indesejada. Isso notou-se perfeitamente quando, ao nos cruzarmos no corredor com os Kaulitz, eles pura e simplesmente ignoraram o meu “Bom Dia” e responderam só à Diana que seguiu com eles e me deixou para trás.
Um nó nasceu na garganta e fiz um enorme esforço para não me desfazer em lágrimas e voltar para o quarto. Sou mesmo um desastre! Na semana que deveria ser a melhor da minha vida, acabei por estragar tudo… A minha amiga talvez me perdoa-se mais tarde, afinal ela só tinha atirado água e agredido com um balde o seu ídolos, nada de mais… Ok, possivelmente não seria assim tão fácil, mas eu iria conseguir! Agora com os Kaulitz a conversa era outra… Eles nunca me iriam perdoar, certamente pensava que sou uma louca fugida do manicómio e o Bill devia achar que era perigosa por o ter agredido com uma vassoura.
Bill… Bill… Bill…
Um suspirou soltou-se dos pulmões ao recordar os seus olhos cor de mel tão perto de mim, quando estávamos dentro de água. Nesse instante quase ia respirando, o que poderia por tudo a perder naquela situação. De toda as maneiras, já nada importava. Eles não me falavam e o nó na garganta continuava lá.
Ainda nos encontrávamos à porta do hotel à espera dos G’s que se tinham atrasado. A conversa com os outros três parecia animada, só o meu estado de espírito não me dava grande animação para ouvir o que diziam. David acabava de chegar junto a nós, depois de pagar a despeça do hotel, na altura que Georg e Gustav descem as escadas para se juntarem ao grupo.
- Bill, que mancha é essa no braço? – Georg, atento como sempre, notara no inchaço no braço esquerdo do moreno que apenas tinha vestido uma t-shirt por causa do calor. – Isso parece um inchaço…
- E é. – Disse ao mesmo tempo que me deitava um olhar repreensivo. – Durante a noite bati com o braço na mesinha de cabeceira.
- Tens de por uma pomada nisso. – Gustav interveio e passou à frente para nos encaminha para a saída, juntamente com o manager. – Vamos indo, os tourbus já estão à nossa espera.
O sol iluminava vivamente o céu azulado e eu sentia-me como se na minha alma chovesse. Saímos calmamente do edifício e conduzimo-nos para a entrada dos tourbus sem que prenuncia-se uma única palavra, para ser sincera, acho que não conseguia falar devido à angústia.
Diana parecia mais calma, pois o seu receio, de Tom e Bill a excluírem na sequencia do ocorrido na noite anterior, não se confirmara. Aliás, Tom estava a ser realmente simpático e acolhedor com ela! Se não soubesse que só que conheciam à um dia, diria que eram grandes amigos ou, quiçá algo mais… A forma como ele a olhava deixava a pairar no ar alguma intenção oculta.
- Almoçamos todos juntos? – Georg voltou-se para todos nós esperando uma confirmação.
Uma vulgar pergunta pode trazer situações bastante constrangedoras! Os vistos de todos caíram sobre mim à espera de uma resposta minha. Engoli em seco ao sentir a enorme pressão sobre mim.
- Desculpem. – A minha voz falhou parecendo até rouca. – Eu estou um pouco doente. Se não levarem a mal, eu preferia ficar a descansar um pouco.
- Mas tu almoças, não almoças? – O de tranças mal dá tempo para algum dos outros falar e interroga Diana quase como se a obrigasse a responder sim.
- Sim. – Acenou a minha amiga com a cabeça meia perplexa com a reacção dele.
- Então se calhar é melhor vires connosco no tourbus. – Bill abria a porta para ela entrar. – Assim, não temos de fazer paragens antes das seis horas.
- Ok. – Anuiu ela entrando seguida de Tom e Georg.
- Tu tens a certeza que não queres vir? – Gustav olhava-me com um olhar carinhoso, o seu típico olhar simpático. – Vais passar a tarde toda sozinha.
- Eu sei. – Ainda me custava a falar. – Mas é melhor assim. – Dei-lhe um escaco sorriso triste. – Preciso mesmo de repousar um bocado se não quero passar o resto da semana doente.
- Hum. Está bem. – Depois sem que eu esperasse, deposita-me um beijo na testa. – As melhoras.
- O-obrigado… – O espanto não me permitiu dizer mais nada antes de ele entrar.
De seguida, dirigi-me para o tourbus onde eu iria viajar. Mal entrei, corri para a cama a mim destinada e desmanchei-me a chorar.
Tudo estava a correr mal!
Os soluços misturavam-se com as lágrimas e os lenços de papel molhados. O meu estômago começou a revoltar-se contra mim, o que acontece sempre que fico muito nervosa, e fiquei com vontade de vomitar.
Nestas ocasiões, unicamente existia uma forma de me acalmar: Cantar!
A minha voz sai rouca no inicio, mas aos poucos e poucos regularizou. Cantava, cantava como se não houvesse amanhã… Cantava, cantava como se estivesse em cima de um palco a dar o melhor de mim… Cantava, cantava para afastar da cabeça  o olhar de desprezo dele… Cantei até adormecer agarrada à almofada, depois de em recordar daquele papel que Andreas me entregou a mim e a minha amiga.

[Diana]

Estávamos todos no tourbus e estava a ser muito divertido estar ali com eles, mas sentia-me um pouco triste por a minha amiga estar sozinha. Eu estou chateada com ela, porque agredi o Tom, mas ele parece já ter esquecido o sucedido. Ele está a tratar-me muito bem. O Bill não parava de cantar e o Tom pegou na sua guitarra acústica e tocou um pouco. Eu, o Georg e o Gustav cantávamos os coros das músicas. Tinha chegado a hora de jantar, aquecemos umas pizzas vegetarianas no micro-ondas e agora estamos a conversar!
- Agora vamos para Espanha. O concerto amanhã é lá em Madrid! - Disse Bill.
- Ouvi dizer que Madrid é uma cidade muito bonita, mas nunca estive lá! - Disse Eu.
- Amanhã vais ficar a conhecer o pavilhão onde vamos actuar e, se formos pelo mesmo sitio da outra vez, dá para ver alguns monumentos! - Disse Tom.
-Isso é bom, ver uma parte da cultura da cidade! - Disse Eu.
-Sim, é muito bom isso! Eu vou ver televisão, quem alinha? - Perguntou Georg.
-Eu! - Responderam o Bill, Gustav e o Tom ao mesmo tempo.
-Então e tu? - Perguntou Tom olhando para mim com o mesmo ar carinhoso de manhã.
-Eu também alinho! - Disse Eu
Algumas horas depois paramos numa estação de serviço e eu estava muito preocupada com a Andy. Se bem a conheço, ela ainda não comeu nada e eu odiava estar chateada com a minha amiga!
-Eu já volto! - Disse Eu .
-Vais onde? - Perguntou Bill.
-Vou levar esta fatia de pizza à Andy. Eu acho que ela ainda não comeu nada e odeio estar chateada com ela! - Disse Eu.
-Fazes bem! - Disse Bill.
-Se não voltares dentro de uma hora, eu vou atrás de ti ver se aconteceu alguma coisa! - Disse Tom.
-Ok! Até podes mandar uma equipa de salvamento! - Disse Eu rindo.
Eles desataram a rir às gargalhadas!
Ao entrar no nosso tourbus, vi que tinha razão. Andy estava deitada na sua cama agarrada a uma almofada!
-Andy acorda! - Disse eu.
Ela levantou-se rapidamente dando um santo da cama!
-Sim, diz! - Disse a minha amiga.
-Trouxe-te esta fatia de pizza para comeres, porque se bem te conheço, ainda não comeste nada! - Disse Eu.
-Tens razão, ainda não comi nada! - Disse Andy.
-Eu já não estou chateada contigo, mas o Bill, esse continua um pouco magoado! - Disse eu.
-Ele tem razão, eu agredi-lo com uma vassoura! E ainda lhe causei um hematoma! - Disse Andy.
-Eu vou ter de voltar para lá, porque se não o Tom envia uma equipa de salvamento! - Disse Eu.
-Ok! Vai lá! Obrigada pela pizza! - Disse Andy.
-De nada! Tenho tanta coisa para te contar! - Disse Eu.
-Eu depois quero saber tudo! - Disse Andy.
Eu sai do autocarro e voltei para junto dos rapazes, estavam todos a ver TV menos o Tom, que estava sentado no sofá a olhar pela janela. Quando me viu levantou-se e foi ter comigo!
-Estás bem? - Perguntou ele .
-Sim, estou. Nós falamos e resolvemos as coisas! - Disse Eu.
-Ainda bem! - Disse Tom com um ar carinhoso.
Decidimos juntar-nos aos outros e duas horas depois, eu estava cheia de sono e eles também!
-Eu vou para o tourbus, estou cheia de sono! - Disse Eu.
-Oh, já? - Disse Tom com um ar triste.
-Sim, eu não aguento mais, quero mesmo ir dormir! - Disse Eu.
-Ok. Eu acompanho-te à porta! - Disse Tom.
E assim foi. Ele levou-me até à porta do meu tourbus e da Andy. Num movimento inesperado, ele dá-me um beijo carinhoso na testa e um abraço forte. Disto eu não estava à espera!
-Boa noite, dorme bem! - Disse Tom.
-Tu também, dorme bem! Boa noite! - Disse Eu.
Entrei no tourbus e fechei a porta. Ao chegar ao piso superior, vi Andy a olhar para mim com um ar de quem quer saber tudo e de que vira o que acabara de acontecer!
-Conta-me tudo! - Disse Ela.
-Nós jantamos e…. - E fiquei ali uma hora a contar-lhe tudo com todos os pormenores!
No fim ela pronunciou-se!
-Isso vai dar numa grande amizade ou, em algo mais! - Disse Ela com um sorriso nos lábios.
-Eu não concordo contigo, nós somos só meros conhecidos! Ele só me vê como uma fan! - Disse Eu.
Alguns minutos depois adormecemos!

[Bill]

O sono já pesava, mas mesmo assim não conseguia adormecer! Sim, eu estava magoado com ela, e isso incluía a parte física. No entanto, o olhar triste dela massacrava-me… O que é que eu estava a fazer? A vingar-me de uma pessoa sem razão aparente. Se pensar bem, ela só reagiu com medo de alguém as estar a vigiar e tivesse más intenções.
Suspirei e voltei-me para o lado da janela.
Será que ela está bem? Bati de propósito com a cabeça na parede do veículo. Pára Bill! Ela é apenas uma fã, com muito talento por sinal, mas uma fã na mesma… Tenho de a esquecer!
De olhos fechado, a imagem da expressão que ela fazia ao cantar veio-me à cabeça. A sua simplicidade e a real paixão que se via no rosto dela ao cantar, por momentos, até cheguei a ouvir a sua voz feminina.
Uma simples fã… E se essa fã que também era uma pessoa como outra qualquer, uma pessoa que apenas tinha como ídolo musical eu! Como eu poderia saber se esta pessoa não era a que eu esperava desde há muito tempo? Ninguém me garantia isso! Será que estava só a tentar dar-me motivos para não fugir dela?
Ao voltar-me para o lado oposto da janela, vejo o Tom a olhar-me curioso.
- Não dormes hoje? – Perguntou o meu irmão com um sorriso estúpido na cara.
- Pela tua cara, tu também não. – Ri-me dele. – Até aposto que a tua insónia se chama Diana! – O meu gémeo limitou-se a suspirar. – O que está a dar? Eu não conhecia essa tua faceta romântica! Até um beijo na testa lhe deste.
- Sei lá! – Os vistos dele miraram-me atentamente. – Talvez sinta algo diferente por ela… Mesmo que não seja nada, posso ser amigo dela.
- Eu só quero que não te magoes a ti e a ela! – Se bem conhecia o meu irmão, ele ainda podia pensar em brincar com os sentimentos da rapariga.
- Como tu? – Atirou ele sem qualquer aviso.
- Como eu… - Suspirei e rapidamente franzi a sobrancelha de forma interrogativa. – Como eu?
- Sim, não vale a pena disfarçares! – Tom inclinou-se um pouco para cima. – Essa cara de cachorrinho abandonado não convence ninguém.
- Às vezes gostava de ser uma pessoa normal. - Desta vez pus-me a olhar para o tecto e imaginar uma existência vulgar. – Não que isso fosse uma grande felicidade, mas gostava de saber quando uma pessoa gosta de mim pelo que sou ou, se gosta de tudo aquilo que eu tenho.
- Talvez o melhor seja deixares as coisas acontecerem. – O de tranças sugeria calmamente. – Não sabemos o que vai acontecer depois desta semana, mas podemos aproveitar os dias que temos pela frente.
- Aproveitar como, se nem lhe falei o dia todo? – A minha voz começava a denotar uma ansiedade miudinha.
- Amanhã falas com ela e resolves as coisas. – Contrapôs o outro.
- E se depois de hoje, for ela a não querer falar comigo? – Desta engoli em seco com medo da minha própria pergunta.
- Ela é tua fã, de certeza que te perdoa! - Tudo parecia muito simples para ele.
- Esse é o meu medo, Tom! - Suspirei novamente. – Que ela seja só uma fã que me veja como um objecto e não como pessoa.
- Bill, que tal parares de complicar as coisas? – Ele continuava na sua tranquilidade que me iniciava a irritar. – Já pensaste que se fosse uma oportunista, a esta altura tinha feito de tudo para lhe perdoares? Melhor, a esta altura até o teu papel higiénico guardava para depois leiloar!
Inicialmente, parti-me a rir com o que ele havia dito. Porém, depois comecei a pensar nas atitudes dela e nada indicava uma obsessão desmedida por mim. Tudo bem, possivelmente teria o quarto forrado com posters da banda, todavia isso é normal quando temos ídolos. Eu também já fui assim e, se fosse um adolescente vulgar, poderia continuar a ser.
O pensamento do resto dos rapazes relembrou-me uma cena que vislumbrara antes de arrancarmos de Paris.
- Tom, achas que o Gustav possa sentir alguma coisa por ela? – A dúvida nascera com o beijo que este depositou na testa dela.
- Isso, só ele te pode dizer. – Uma resposta nada esclarecedora. – Mas sinceramente, acho que aquilo não passou de um beijo de amigos.
- Ele só a conhece há dois dias. – Evidenciei o facto.
- Tu também e, no entanto estás ai cheio de ciúmes. – O meu gémeo bateu num ponto fraco.
Sem lhe responder, virei costas e o sono levou a dele a melhor. Por fim, adormeci.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

My Love You Are - 5º Capítulo

Olá meninas!
Obrigado pelos comentários!
São apenas dois, mas é bom saber que não estamos a escrever par ninguém.
Ficamos também contentes por estarem a gostar da história e esperamos que continuem a seguir.
Beijinhos a todas



Capítulo 5 – Uma noite atribulada

[Andy]

Mal o concerto acabou, uns seguranças vieram ter connosco e dirigiram-nos para o tourbus onde esperamos pelos rapazes, quer dizer, onde esperamos que os rapazes fossem para o outro tourbus para arrancar. Hoje ainda dormíamos numa caminha confortável de hotel, mas depois à partir de amanhã já dormiríamos no tourbus, uma vez que viajaríamos de cidade em cidade nele durante a noite.
Diana e eu discutíamos todos os acontecimentos daquele dia, sozinhas seria mais fácil não despertar a atenção de ouvidos curiosos.
- Eles foram fantásticos em palco! – Dizia a minha amiga ainda a delirar com o concerto acabado de assistir. – Ainda nem acredito que estamos mesmo aqui! – Depois apontou para tudo à sua volta. – Nós as duas dentro do tourbus deles…
- Sim, um sonho demasiado bom para acreditar que é real! – Sorri-lhe e atirei-me para um dos pequenos sofás da improvisada sala da casa móvel. - Diana. – A expressão de Bill e Tom não me saia da cabeça e precisava de discutir isso com ela. – Viste as caras que eles fizeram quando nos viram?
- Sim. – Os lábios dela torceram-se. – Até pareciam surpreendidos por nos verem, foi mesmo estranho.
- Achas que… que não gostaram de nos ver? – A minha sobrancelha arqueou-se com receio de ela pensar o mesmo.
- Achas? – Ela parecia irónica. – Claro, que não! Eles foram super simpáticos connosco até agora. Eu não sei o que aconteceu para reagirem assim, mas pode ser que depois descubra.
- Pois, temos mesmo de esperar. – Suspirei.
O autocarro arrancou, logo soubemos que os Tokio já se haviam preparado para ir para o hotel. A viagem não demorou muito, apenas meia hora na qual eu e Diana continuamos a debater a reacção deles e a imaginar os dias seguintes.
À entrada do hotel, como seria de esperar, encontravam-se algumas fãs acampadas que os aguardavam. O que causa uma enorme confusão com os seguranças a terem de os proteger através de uma barreira humana bastante isolada para ninguém lhes tocar. A minha sorte e da minha amiga, foi que com a distracção das fãs ninguém reparou nas duas vencedoras do passatempo Reedbok a saírem do tourbus e a dirigirem-se para o interior do edifício. Só de imaginar o que elas nos podiam fazer por estarmos com eles até tremia!
No final, cada um acabou para ir para o seu quarto. Os gémeos foram juntos, como seria de esperar, sem esperar por ninguém. Repetindo os passos deles, ambas seguimos para o nosso sem dizer qualquer tipo de palavra a nenhum deles. Eles precisavam de privacidade e depois de passarem horas sob a luz intensa dos holofotes é normal desejarem alguma paz e, não serem incomodados por duas que mais nada eram que duas simples fãs…
Já no nosso quarto, víamos o exterior do hotel pela enorme janela. Ok, confesso que aquela piscina fantástica me deu vontade de dar uns belos mergulhos... Nisto lembrei-me de ver no folheto a existência de um jacuzzi e uma ideia passou-me pela cabeça…
- Diana, trouxeste o teu biquíni? – Inquiri a minha amiga.
-Sim, porquê? – Olhou-me confusa devida à minha pergunta.
- E que tal se fossemos experimentar o jacuzzi? – Sorri-lhe de uma forma divertida já a procura do meu biquíni.
- Tu és doida? – Os olhos arregalaram-se de incredibilidade.
- Sim! - Lá encontrei a peça de roupa e virei a minha atenção para ela. – Vá lá! Ia ser tão divertido!

[Bill]

Eu e o Tom estávamos a falar sobre como o concerto tinha corrido, depois do choque inicial que tivemos de manhã lá nos conseguimos recompor e dar o máximo de nós aos fãs. O público delirou e nós deliramos com eles ao sentir aqueles gritos todos e aplausos outra vez!
No palco, eu sentia-me eu, o senhor de tanta alegria e ainda assim a insignificância no meio de tantos que me adoravam… Uma visão antagónica, ainda assim uma coisa que gostava de fazer!
Tom parecia um pouco zangado comigo, embora falássemos calmamente, notava-se claramente que tinha ficado “lixado” por eu não o deixar trazer nenhuma rapariga para o hotel. Depois de alguma confusão e insistência minha, lá acabou por concordar que trazer uma rapariga para o quarto, quando as duas outras raparigas iam passar uma semana connosco, seria um bocado indelicado da parte dele e poderia trazer um ambiente tenso.
Nisto, o barulhinho sorrateiro de duas vozes familiares chama-me a atenção.
- Tu ouviste o mesmo que eu? – O meu irmão confirma se eu também escutara as vozes.
- Sim. – Acenei com a cabeça e ergui-me preparado para ir até à porta. – O que será que andam a fazer a uma hora destas?
- Vamos ver! – Tom aproxima-se da porta e entreabre-a. – Estão ali as duas.
As duas raparigas caminhavam tentando ser silenciosas, oi que connosco não resultou muito bem.
- Vá lá Andy, desiste da ideia de ir ao jacuzzi! – Diana parecia um pouco hesitante. – Ainda vamos a tempo de voltar para trás.
- Só vamos estar neste hotel hoje, temos de aproveitar! – Disse a outra quase a puxa-la pelo braço. – Não sejas assim e vive a vida!
Andy e Diana viraram no corredor seguinte e perdemo-las de vista, apenas as suas vozes se distinguiam, só não conseguíamos escutar o que diziam com clareza.
Os vistos de Tom caiem em mim com uma expressão perplexa.
- Elas vão para o jacuzzi? – O de tranças mal queria acreditar no que ouvira. – São doidas!
- Temos de fazer alguma coisa para as impedir. - A ideia de alguém as ver em trajes menores a uma hora daquelas deixava-me irritado, ainda se lembravam de as “atacar” e isso seria perigoso, para elas, claro! – O segurança ainda pode-lhes dizer alguma coisa…
- Eu quero lá saber do segurança! – O meu gémeo interrompe-me. – Eu vou é atrás para as ver!
Tom sai disparado pelo quarto fora na direcção das duas amigas, sem que eu o possa impedir.
- Tom! – Chamei-o a meia voz para não acordar ninguém. – Tom, volta aqui!
Simplesmente ignorou-me! Odeio quando alguém me ignora!
Enfim, não tive outra solução a não ser pegar no cartão magnético de abrir a porta e fui atrás dele… Só para o impedir de cometer alguma loucura e, bem, a elas também!

[Diana]

A Andy endoideceu, só pode! Irmos a esta hora da noite para o jacuzzi é uma loucura, eu acho que Paris lhe afectou seriamente o bom senso!
Quando chegamos ao fundo de um longo corredor vimos uma porta que dizia Jacuzzi e piscina coberta. Entramos, do outro lado da porta encontrava-se uma enorme piscina rodeada por portas de vidro que davam para o exterior e no nosso lado direito estava o jacuzzi! Estávamos a preparar-nos para despirmos as nossas camisolas enormes e muito largas, quando ouvimos um barulho de duas pessoas que pareciam quase atropelar-se para tentarem ouvir algo através da porta!
Eu e a Andy vimos uma vassoura encostada a um canto juntamente com um balde, olhamos uma para a outra e tivemos o mesmo pensamento. A Andy pegou na vassoura e eu enchi o balde com água da piscina, fomos ate á porta e mal a Andy a abriu, eu atirei a água do balde para cima de quem se encontrava à minha frente e a minha amiga deu umas quantas vassouradas na pessoa que se encontrava perante si.
-Ei para com isso! - Disse uma voz masculina familiar.
 -Eu já tomei banho hoje! - Disse uma outra voz masculina.
-Seu tarado! - Disse Andy.
-Sai daqui tarado! - Disse Eu dando com o balde ao estranho.
Eu e a minha amiga olhamos para cima e vimos quem eram os rapazes: eram os gémeos. Meu deus, ela tinha dado vassouradas ao Bill e eu despejei um balde de água em cima de Tom que se encontrava encharcado dos pés á cabeça, ambos olhavam para nós com um ar furioso! Não queríamos acreditar que os chamamos de tarados, que vergonha.
-Vocês são loucas? - Perguntou o Bill.
-Não somos loucas, apenas quisemos aproveitar o jacuzzi e a ideia foi minha. Eu é que a arrastei para vir comigo! - Disse Andy.
-Isso não é desculpa para andarem nessas figuras pelo hotel a meio da noite! – Disse Tom. - E nós não somos tarados! Viemos atrás de vocês para vos impedir de fazerem alguma asneira!
Eu ia responder a Tom, mas fui interrompida por Andy!
-Que barulho foi este? - Perguntou Andy.
Bill foi até à esquina do corredor e viu quem era!
-É o segurança temos de sair daqui! - Disse Bill.
Fomos verificar as portas de vidros, estas estavam trancadas, não tínhamos como sair dali. Então olhamos para a piscina e fomos os quatro lá para dentro. Encostamo-nos à parede, estava eu, depois o Tom, de seguida o Bill e por último a Andy. Mal o segurança entrou nós sustivemos a respiração e mergulhamos rezando para que o homem não se aproximasse da piscina e nos visse ali aos quatro!
-Quem está aí? - Perguntou o segurança.
Nós já estávamos a ficar sem ar e não aguentávamos mais dentro de água sem respirar! Quando finalmente, após alguns segundos, o segurança bateu a porta e por sorte não a trancou. Mal ouvimos tal som, emergimos da água e saímos da piscina, estávamos todos a pingar água. Saímos sorrateiramente um de cada vez pela ordem que estávamos na piscina, por sorte chegamos aos quartos sem sermos apanhados.
-Bem, que aventura. Isto foi de loucos! - Disse Andy muito animada.
-Tu és maluca? Íamos morrendo de falta de ar! E tu achas que foi muito fixe! - Disse Eu gritando.
-Tem calma, não fomos apanhadas e eles não ficaram assim tão furiosos! Mas confesso que ter dado vassouradas ao Bill foi uma vergonha! - Disse Andy com um ar divertido e um pouco corada.
-Uma vergonha foi o que eu passei! Eu atirei um balde de água para cima do Tom e ainda lhe chamei tarado. Ele neste momento deve odiar-me e como se não bastasse, agrediu com um balde! - Disse Eu batendo com a porta da casa de banho para tomar um banho quente e ir dormir. Não quero pensar mais no que aconteceu, mas a imagem do rosto furioso do Tom não me sai do pensamento!

[Tom]

Estou no meu quarto todo encharcado, porque decidi ir atrás daquelas duas loucas e uma delas decidiu que eu estava a precisar de um banho. Como se não bastasse acabei dentro da piscina com ela! Por muito furioso que me sinta, não sei porquê, mas sinto alguma alegria com o que aconteceu e quando me olho ao espelho começo a rir-me do que aconteceu! Até tem graça, quem diria que eu iria acabar a minha noite dentro de uma piscina com duas raparigas e o meu irmão gémeo? Isto é só o começo da semana, o que está mais para acontecer? Eu estou a ficar louco, desde aquela noite no bar que não paro de pensar nela e, quando a vi naquela sala no aeroporto, foi como se o meu coração parasse durante breves segundos!
O meu pensamento foi interrompido por alguém que bateu a porta!
- Tom, abre a porta! - Disse Bill.
-Aconteceu alguma coisa? - Perguntei eu.
-Eu posso dormir aqui contigo? - Perguntou o meu irmão.
-Sim podes, mas ainda não respondeste a minha pergunta! - Disse Eu tentando perceber o que se passa com o meu irmão.
-Eu não consigo dormir. Desde de aquela noite no bar que não paro de pensar nela. O que se passa comigo? - Perguntou Bill.
-Eu acho que estás apaixonado por ela! - Disse Eu.
-Eu também já pensei nessa possibilidade, mas não quero criar confusões, por isso vou tentar ultrapassar isto! - Disse Bill.
-Acho que fazes bem, passa-se o mesmo comigo, mas em relação à Diana. Não as conhecemos e se formos a ver nem sabemos nada sobre elas nem se tem namorado! - Disse eu tentando por os pés bem assentes na terra!
-Tens razão, vamos tentar sobreviver a esta semana! - Disse Bill
Eu e o Bill acabamos por adormecer após longas horas a conversar e a rir-nos do sucedido. Estávamos um pouco chateados por elas nos terem chamado de tarados! Bill estava furioso por ter sido agredido por Andy com uma vassoura e eu por Diana me ter dado com um balde!
Mas iríamos ultrapassar isso, até porque elas não sabiam que éramos nós por trás da porta e, acho que foi uma reacção perfeitamente natural por parte delas que podiam estar perfeitamente a ser espiadas por estranhos ou, pior ainda, tarados! Ri-me ao pensar nisto!