Fic Do Momento

Fic Do Momento

sábado, 27 de novembro de 2010

My Love You Are - 10º Capítulo

Olá meninas!
Nós ficamos muito ontentes por voces estarem a gostar da história e por comentarem!
A todas que comentaram um grande obrigado a vossa opiniao é muito importante para nós!
Qualquer sugestão é bem vinda!
Beijinhos 

Capitulo 10 – Um sonho distante

[Andy]

A viagem até Lisboa demorou cerca de duas horas. Nenhuma de nós queria falar muito, ainda doía no peito a conversa que escutáramos no dia anterior. Eu nunca pedi para ele sentir nada por mim, nunca esperei que ele me visse mais que uma fã e muito menos desejei me aproximar dele, pois já sabia que ia acabar magoada… Uma lágrima deslizou pelo rosto, apreciando cada pedaço de dor no coração.
Uma almofada… No fundo, não passei disso! Uma almofada que se usa para esquecer os problemas, na qual se deposita algum sentimento, mas no final é um objecto descartável. Sou mesmo estúpida! Eu sei que não devia estar a sentir isto, todavia não consigo evitar a sensação de me sentir usada.
Limpei a lágrima à manga da camisola. Chega, não vou ficar assim durante aqueles dias que faltavam. Os kaulitz podiam ser uma página que custava a virar, mas eu iria faze-lo! Além disso, ainda existia o Gustav e o Georg que se mostravam pessoas super acolhedoras e simpáticas, logo aqueles dias que faltavam ainda podia ser divertidos.
Neste último pensamento, dou por nós a parar junto do Pavilhão Atlântico para ir fazer um Sound-Check. Como de costume, um segurança vem buscar-nos para nos guiar até ao local do teste de som. À nossa frente e de um lado para o outro, iam muitos dos elementos da equipa, dando conselhos e avisos para os quatro rapazes. Todos os escutavam atentamente, embora nem todos os conselhos fossem memorizados…
Lá ficamos eu e a Diana a ouvi-los ensaiar e dar os últimos retoques. Sabia que a minha amiga ainda custava olhar para Tom depois de se terem beijado e daqueles pequenos momentos juntos, no entanto ela fazia de tudo para o esconder. Nós íamos superar aquilo, como sempre o fazíamos com todas as adversidades no nosso caminho.
O Sound-Check terminou. De imediato, Bill desce as escadas até mim com um leve sorriso na cara, o qual eu não correspondi.
- Nós agora vamos dar uma sessão de autógrafos. Querem vir? – Inquiriu ele ajeitando as calças que lhe começavam a descer.
- Obrigado, mas nós preferimos ficar aqui. – Olhei para a minha amiga, não conseguia fixar os olhos dele durante muito tempo, dava-me vontade de chorar.
- Sim, nós ficamos de nos encontrar com umas amigas… - Diana interveio para que a minha conversa com o vocalista não durasse muito. – Além disso, íamos estar lá durante horas sem fazer nada.
- Têm a certeza? – O sorriso dele desvaneceu-se, não gostava de o ver assim, porém era necessário em afastar dele. – Vão ficar por aqui sozinhas?
- Sim, não entendeste? – Levantei-me meio irritada, ficando à sua frente. - Lá por seres uma vedeta da música e desejado por milhões, isso não significa que tenha de andar sempre atrás de ti!
Eu não sei como lhe disse aquilo, de todas as maneiras, sentia-me livre por expressar a revolta que tinha por ele. Depois, claro que não me aguentei muito e sai dali a correr para os bastidores. Diana seguiu-me e fechou a porta atrás de si.
- O que foi aquilo? – A incredibilidade tomava conta do seu rosto. – Ele ficou parvo a olhar para ti!
- Ele magoou-me muito, só mereceu o que ouviu! – Respondi ainda irritada. – Ainda bem que ouvimos a conversa, por um lado assim já não vai custar tanto depois…
- Eu sei. – Ela suspirou. – Para mim também está a ser muito difícil, nem para a cara dele consigo olhar, mas temos de nos controlar. Ou ainda pensam que somos malucas…
- Desculpa.
- Não tens de me pedir desculpa. – Ela pôs a mão no puxador. – Eles já devem ter ido para a sessão, vamos indo procurar a Inês e a Catarina?
- Sim. – Fui até junto dela. – Ao menos sempre nos divertimos com elas. Embora que os ídolos que elas venerem não sejam o que elas pensam…
- Pois, mas se calhar é melhor não lhes contarmos muito sobre isso. – Sugeriu a minha amiga, pois pensava que outras fãs poderiam ouvir a nossa conversa e começar a espalhar boatos mal intencionados. – Para a felicidade de todos.
Saímos daquela pequena sala e ao dirigirmo-nos para o exterior passamos pelo palco deserto. Parei a observar a dimensão daquela sala de espectáculos.  Tão grande e fantástica, um sonho impossível de alcançar…
- Diana! – Chamei pela minha amiga.
- Sim? – Ela parou a mirar-me.
- Quando será que vamos tocar numa sala destas? – Vi o microfone do Bill pousado no apoio. 
- Eu também gostava de saber. – Diana passou o olhar por todo o espaço vazio. – Às vezes penso se vamos mesmo conseguir viver da música ou, se vamos voltar a Portugal de mãos vazias…
- Pode ser que as actuações no bar do Andreas nos ajudem. – Uma atracção indomável levou-me a pegar no microfone. – Podíamos só experimentar a sensação de tocar aqui…
- Tu estás doida? – Os olhos dela arregalaram-se. – Alguém pode ouvir!
- Ninguém está aqui. – Fiz a cara mais querida do mundo. – Anda lá, até tens ai a guitarra do Tom toca pronta a tocar.
Diana observou o instrumento e passou-lhe a mão.
- Isto é muito arriscado.
- Anda lá! - Peguei no objecto e pu-lo perto dos lábios. – Tu até conheces esta música.

Do you ever feel like breaking down?
Do you ever feel out of place?
Like somehow you just don't belong
And no one understands you
Do you ever wanna runaway?
Do you lock yourself in your room?
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming

A minha voz propagava-se pelo interior à medida que eu cantava. Nisto, os acordes de uma guitarra juntam-se a mim. Voltei a olhar para a morena, ele pegara na guitarra e dedilhava cada corda.

No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me

To be hurt
To feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life

Uma adrenalina enorme percorria-me o corpo naquela actuação para ninguém. Imaginava-me num palco daquela a fazer uma plateia de gente vibrar ao ritmo da nossa música.

Do you wanna be somebody else?
Are you sick of feeling so left out?
Are you desperate to find something more?
Before your life is over
Are you stuck inside a world you hate?
Are you sick of everyone around?
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding

No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me

To be hurt
To feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life

Diana corria de um lado para o outro, também imaginando os flashes de múltiplas câmaras apontadas a ela.

No one ever lied straight to your face
No one ever stabbed you in the back
You might think I'm happy but I'm not gonna be okay
Everybody always gave you what you wanted
Never had to work it was always there
You don't know what it's like, what it's like

To be hurt
To feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like (what it's like)

To be hurt
To feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life
Welcome to my life
 Welcome to my life

  (Simple Plan: Welcome To My Life)
 
O último acorde soou por todo o espaço e caímos na realidade. Era tudo um sonho, um lindo sonho, ainda assim uma realidade muito distante.
- Isto foi demais. – O entusiasmo palpitava na minha amiga. – Quem em dera um dia ser real.
- Um dia vai ser real! – Nesse instante, olho-a nos olhos. – Isto não pode ser só um sonho, se não, não valia a pena lutar por ele.
Diana ia a responder-me, contudo o som de passos despertou-nos a nossa atenção.
- Temos de sair daqui! – Disse quase em pânico. – Vamos!

 [Diana]

Depois de termos quase sido apanhadas graças à ideia brilhante da Andy, seguimos para o exterior do pavilhão. Estávamos a olhar para todos os lados e não víamos as nossas amigas, decidimos ligar-lhes e dizer-lhes para irem ter connosco junto às bandeiras. Quando lá chegamos, lá estavam elas.
Abracei a Inês como se não houvesse amanhã. Queria tanto contar-lhe o que aconteceu, mas não o podia fazer. Não queria que a Inês ficasse a saber o monstro que o Bill é! Após feitas as apresentações e conversado um pouco, eu e a Andy tínhamos uma surpresa para elas!
-Nós temos uma surpresa para vocês! - Disse eu.
-Conta! - Disse Inês muito curiosa.
-Nós conseguimos dois Meet And Great para vocês! - Disse Andy.
-Mas como é que conseguiram? - Perguntou Catarina.
-Bem, nós participamos num concurso para os ganhar e como tivemos a sorte de ganhar as duas e de serem duplos, vamos levar-vos connosco! - Disse eu.
Nós na verdade tínhamos pedido ao David Jost, mas não iríamos contar-lhes isso. Iríamos disfarçar e ir com elas ao concerto e ao encontro como se fossemos fans normais, que não passaram uma semana com os 4 rapazes e, um deles que neste momento só me apetece esganar!
O encontro correu bem. Tanto eles como nós agimos normalmente, as nossas amigas estavam muito entusiasmadas e até choraram! No fim do concerto ficamos mais um pouco na conversa!
-Temos de ir. Daqui a pouco temos o nosso voo de volta! - Disse Andy.
-Oh, já? - Disse Catarina.
-Sim, já! - Disse Andy.
Elas as duas ficaram a falar, as duas! Eu afastei-me um pouco com a Inês.
-Que se passa? - Perguntou a minha amiga.
-Nada! - Disse Eu tentando disfarçar o meu sofrimento todo.
Não aguentei mais e desatei a chorar!
-Eu tenho razão, aconteceu alguma coisa. Conta-me o que se passa, por favor! - Disse Inês preocupada.
-Eu prometo que um dia te conto tudo, mas agora por favor abraça-me! - Disse Eu.
Chorei no seu ombro. Despedir-me dela pela 2ª vez foi horrível, não conseguia parar de chorar. Estamos separadas há 5 minutos e já tinha imensas saudades dela! No fim de arrumarem tudo, nós fomos ter com os rapazes. Lá tenho eu de enfrentar o Tom.
-O que se passa? - Perguntou Tom notando que os meus olhos estavam vermelhos devido a ter chorado.
-Não se passa nada e mesmo que se passasse, eu não tenho que te dar satisfações da minha vida só porque és uma estrela rock internacional! - Disse Eu gritando com ele.
De seguida, sai dali para fora e fui a correr para o nosso tourbus! Em poucos segundos, Andy estava ao meu lado a abraçar-me, deixando-me chorar no seu ombro durante horas!
-Foste muito dura com ele! - Disse Andy.
-Tive de o ser, ele não tem o direito de se meter na minha vida. - Disse eu um pouco irritada.
-Tens razão, ele mereceu e até ficou sem ar e branco quando lhe respondeste tão mal. - Disse Andy.
-Não vamos falar mais deles. Vamos por momentos esquecermos que eles existem, porque amanha é o nosso último dia com eles!
E assim foi, ao esquecermos a existência deles conseguimos adormecer calmamente!


sábado, 20 de novembro de 2010

My Love You Are - 9º Capítulo

Olá meninas!
Nós ficamos muito ontentes por voces estarem a gostar da história e por comentarem!
A historia ainda vai ter muitas surprezas!
A todas que comentaram um grande obrigado a vossa opiniao é muito importante para nós!
Qualquer sugestão é bem vinda!
Beijinhos

Capitulo 9 – Usadas

[Diana]

O jantar tinha corrido bem, os rapazes já tinham ido para os seus quartos e a minha amiga olhava para mim com um ar de que se apercebeu de que algo se passou, mas como lhe vou contar o beijo?
-Tu e o Tom estavam muito animados e juntinhos ao jantar! - Disse Andy com um sorrisinho matreiro.
-Eu não achei. Nós estávamos normais, já tu e o Bill estavam com cara de que algo aconteceu. - Disse eu tentando desviar a atenção sobre mim.
- O Bill salvou-me de um homem que me atacou no jardim. Depois, ele levou-me para o quarto dele, onde eu adormeci nos braços dele e quando acordamos, eram horas de jantar e… depois ele quase me beijou. - Disse Andy timidamente
 -Bem que historia. Eu estava no nosso quarto e quando estava a acabar de me arranjar bateram à porta e era o Tom. Ficamos a falar um pouco e depois, ele aproximou-se de mim e beijou-me e ficou muito atrapalhado e depois quem o beijou fui eu. Acabamos os dois deitados na minha cama abraçados e a ver um filme romântico. - Disse Eu.
-Bem, eu não esperava por esta! Tu e o Tom, isso vai dar em alguma coisa. Eu bem te disse! - Disse Andy animada por ter razão.
-Vamos para o quarto, amanhã temos de voltar à estrada! - Disse Eu.
-Sim, tens razão! - Disse Andy.
Seguimos para o quarto e, ao passar no corredor, ouvimos as vozes dos gémeos. Eles estavam aos berros um com o outro, decidimos encostar os nossos ouvidos à porta do quarto deles para ouvir.
-Eu não acredito que me estas a dizer isso. Tu tens a noção que te estás a envolver demasiado com ela… - Disse o Bill.
-Eu gosto dela, mas não quero ter uma relação seria, nem algo do género. Ela para mim é só mais uma curte, mas diferente, porque sinto algo por ela. - Disse Tom.
-Eu sugiro que te afastes dela, porque se é realmente isso que pensas, deixa-a depois da semana acabar e não a magoes. Eu também sinto algo pela Andy, mas neste momento não quero uma relação seria com ninguém. - Disse Bill.
Eu senti que o mundo me caiu em cima ele estava a usar-me como se fosse um objecto. Eu não acredito nisto. Olhei para a Andy e ela estava igualmente com uma expressão de choque no rosto. No nosso quarto ficamos horas a chorar, não podíamos crer que eles nos usaram.
-Eu por mim ia já embora e deixava tudo para trás! - Disse Andy.
-Eu também quero fazer isso, mas acho que devemos pedir-lhes uma explicação antes. - Disse Eu.
-Sim, vamos perguntar-lhes o porque de nos terem feito isto! - Disse Andy.
Choramos durante horas e de duas coisas tínhamos a certeza: não iríamos conseguir dormir até esclarecermos tudo e não iríamos conseguir olhar mais para a cara dos gémeos.

 [Tom]

Eu e o Bill tivemos uma discussão um pouco violenta. Eu gosto dela, mas não quero ter nenhuma relação seria com ninguém. Por outro lado, vai-me custar muito separar-me dela e não sei como lhe vou dizer isto. Depois do que aconteceu nós estamos mais próximos que nunca e todos já se aperceberam de que algo se passa entre mim e ela, mas quando a semana acabar vou-me separar dela talvez para sempre. Porque acho que ela não me vai perdoar por isto! Eu não quero magoa-la e dói-me a alma por o fazer, mas tenho de ser sincero com ela, porque seria um perigo para ela namorar comigo. A noite passou lentamente e mal consegui dormir! Estava na hora do pequeno-almoço, quando chegamos à sala a Diana e Andy estavam sentadas numa mesa só para duas pessoas.
-Olá, bom dia! - Disse Eu.
-Olá! - Disse Diana.
-Olá! - Disse Andy.
Elas pareciam zangadas com algo.
-Porque estão nesta mesa? Costumamos ficar todos juntos. - Disse Eu.
-Nós queremos ficar sozinhas e também já estamos a acabar. Ainda temos de ir lá acima buscar as nossas coisas e arrumar outras. - Disse Diana mal olhando para mim
-Ah, ok! - Disse Eu afastando-me.
-Nem te aproximes delas! - Disse Eu.
-Porquê, aconteceu alguma coisa? - Perguntou Bill.
-Elas parecem zangadas! E a Diana olhou para mim com um olhar de quem me ia esganar. - Disse Eu.
-Bem, então é melhor mantermo-nos distantes por um tempo. - Disse Bill.
Juntamo-nos todos para tomar o pequeno-almoço. No fim, fomos embora do hotel e elas continuavam zangadas, nem quiseram ir connosco no nosso tourbus! Estou preocupado com o que se estará a passar com elas, mas também podem estar tristes porque a semana está a acabar.

sábado, 13 de novembro de 2010

My Love You Are - 8ºCapitulo

Olá meninas!
Nós ficamos imensamente contentes por voces estarem a gostar da história!
isto ainda tem muito para darXD
A todas que comentaram um grande obrigado!
Qualquer sugestão é bem vinda!
Beijinhos


Capítulo 8 - Ataques

[Andy]

Um raio de sol atravessou a janela e bateu-me na cara, despertando-me de um sonho irrealista. Sonhava que pisava um palco com uma banda chamada Black Side, Diana e eu pertencíamos à banda e o público delirava ao escutar as nossas energéticas músicas. Um sonho lindo, mas muito distante…
Só quando reparei que estava num sofá coberta por um cobertor acolhedor, me lembrei que adormecera no tourbus dos rapazes. O quarto dia daquela semana fantástica começará, no entanto, aquela hora da manhã, só eu me encontrava acordada. Suspirei, mais três dias e o sonho acabava, depois disso cada um ia para seu lado e os rapazes nunca mais se lembrariam de nós… Uma lágrima deslizo pelo meu rosto, a dor de imaginar nunca mais ver aquele sorriso de anjo apertava-me o coração até sentir falta de ar. Todavia, era o que me aguardava… Eu sou simplesmente uma fã vulgar, depois daquela semana nada mudaria!
Mesmo sem sono, deixei-me permanecer ali deitada, já não podia voltar para a minha cama, pois estávamos em andamento. Agora, só quando parássemos perto da fronteira de Espanha, onde ficaríamos o dia todo para os rapazes descansarem num hotel, poderia ir tratar de tomar um banho.
No dia seguinte, eles dariam um concerto em Portugal, o país onde deixei toda a minha família e amigos para lutar por um sonho que nunca mais chegava. As saudades começaram a bater forte, embora falasse sempre com os meus pais e alguns amigos com quem mantinha contacto, não era a mesma coisa que estar diariamente com eles. Talvez, durante o tempo que os rapazes iriam dar autógrafos, eu pudesse achar algumas velhas amigas na fila de espera…
O barulho de alguém descer as escadas despertou-me os ouvidos, semi-serrei as pálpebras para à primeira vista parecer que dormia. Quando o barulho dos passos se aproxima, consigo ver que é Bill que se dirigia à casa-de-banho. A minha sorte, foi ele passar tão rapidamente que nem reparou nos meus olhos esbugalhados ao vê-lo só  de boxers! Oh meu deus! Aquele corpo escultural… Bem, a única coisa que digo é que ele tem os atributos todos no sítio! O meu coração batia de tal forma que quase pensei ir ter um ataque cardíaco.
O som do autoclismo fez-me voltar a fechar os olhos, desta vez por completo. Os ouvidos permaneceram atentos e continuei a ouvir os passos dele a aproximarem-se. Nisto, a toque suave de uma mão na minha face faz-me estremecer suavemente, porém não me manifestei perante ele. A suavidade da sua pele embalava a minha imaginação, sentia-me realmente bem com aquele toque… Mas porquê? O que levara o Kaulitz a acariciar-me o rosto?
Um suspiro e depois de aconchegar o cobertor ainda mais ao meu corpo, o vocalista volta afastar-se para a sua cama.
O que foi aquilo? A mente turbilhonava em expectativas sem fundamento, o mais provável seria em simplesmente ele recordar as minhas desculpas e querer agradecer…
A manhã foi passando até ser obrigada a levantar-me para tomar o pequeno-almoço com eles. A refeição foi no mínimo caricata, Tom despertou a atenção de todos ao agir de uma forma tão atenciosa com Diana! Nem a minha amiga parecia acreditar naquilo que lhe estava a acontecer.
No final da manhã chagamos finalmente ao hotel! Depois de David fazer o check-in, cada um subiu para o seu quarto, como de costume, eu e Diana partilhamos o nosso.
- Estou exausta! – A minha amiga atirou-se para cima da cama. – Isto de andar num autocarro todo o dia cansa muito!
- A quem o dizes! – Coloquei a minha mala sobre a minha cama. – Estou a precisar de um banho relaxante.
- Vais tu primeiro? – Indagou-me Diana.
- Sim. – Anui. – Depois aproveito e vou dar uma vota pelo hotel, assim não acontece o mesmo que da última vez.
Ambas desatamos a rir quando recordamos aquela noite em Paris. Apesar de tudo, até tinha sido engraçado e uma aventura a recordar! Lá peguei nas minhas coisas e enfiei-me na banheira com montes de espuma e saboreei a tranquilidade daquele momento. Durante a hora que demorei, ainda pensava no que Bill de manha me fizera e incessantemente, questionava-me o porquê daquilo! Quando estava a acabar, ouvi a porta do quarto tocar e abrir e fechar-se. Acabei de me vestir, passei uma maquilhagem leve na cara e sai.
- Quem era? – Perguntei à minha amiga ao sair da casa de banho. – Ouvi a porta a abrir e fechar…
- Era o Bill. – Respondeu rapidamente levantando-se da cama. – Veio perguntar se queríamos ir dar uma volta pelo hotel com eles.
- Hum, então vou ver se os encontro. – Arranjei a camisola branca com desenhos abstractos. – Vens?
- Não, vou tomar banho e depois vejo se vou ter com vocês. – Diana levantou-se e foi procurar as suas coisas na mala. – Mas tu vai, o Bill parecia estar muito mais interessado em passear contigo que com o resto do pessoal… - Um riso divertido formou-se nos lábios dela.
- Olha quem fala, o Tom anda super atencioso contigo! – Sorri-lhe divertida. – Hoje ao pequeno-almoço todos repararam isso.
- Oh. – A rapariga corou e desviou o rosto. – Ele é apenas simpático, nada mais.
- Pois, pois. Eu diria que é outra coisa, mas tudo bem. – Peguei na carteira e coloquei-a ao ombro. – Se precisares de alguma coisa, liga-me.
- Ok.
Sai.
Os corredores permaneciam desertos, só ocasionalmente via uma ou outra pessoa a entrar no seu quarto. Mal cheguei ao jardim, o sol forte obrigou-me a colocar os óculos de Sol, passei mais um pouco, mas nem sinal dos rapazes. Talvez já  não estivessem por ali.
- Uma menina tão bonita a passear sozinha? - Uma voz masculina adulta mostrou a presença de um homem naquele local. – Isso é um bocado perigoso.
O meu corpo rodou nos calcanhares e mirei um homem, nos seus 40 anos a olhar-me com cara de psicopata. Arrepiei-me toda, dos pés á cabeça e até às entranhas do meu esqueleto.
Não lhe respondi. Só me arrependia de ter entrado naquele lugar mais escondido do jardim, a única solução foi voltar costas e dar uns passos rápidos para fugir dali. No entanto, no instante que em preparava para fazer isso, ele agarra-me no braço com uma força que não consegui combater.
- Largue-me! – Berrei-lhe dando murros no peito dele com o braço solto.
- Isso, se me apetecer! – Riu-se e agarrou-me o outro braço. – Acho que o dia de hoje ainda pode ser fantástico. Descontrai e aproveita minha querida.
- Larga-me! Tira essas mãos nojentas de cima de mim! – A custo tentava soltar-me. – Eu não quero nada com você!
- Tu não sabes como pode ser bom… - Lambeu-me o pescoço e as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. – Se fores uma boa menina, ate podes ganhar alguma coisa com isso.
Eu queria gritar, mas as forças para o fazer desvaneciam-se e a voz prendia-se na garganta sem emitir um único som. Nisto, sinto alguém puxar-me daquele nojento e dou por mim a cair no chão de uma maneira tão forte que me magoei no braço. Bill aparecerá no momento exacto e assim que me separou do outro, espetou-lhe um soco na cara com toda a força que arranjara.
- Seu cabr*o! – O homem com o murro caíra também ao chão e Bill, agarrando-o pelo colarinho da camisa, puxou-o para cima. – Se queres uma put* vai comprar uma! Não te metas com quem não deves! – Atirou-o para longe de si. – Agora sai daqui antes que vá fazer queixa à segurança do hotel.
O homem cuspiu um bocado de sangue para o chão e afastou-se deitando-lhe um olhar irado por ter estragado a sua diversão. O Kaulitz mais novo aproxima-se de mim e abraça-me fortemente, deixei-me envolver naquele abraço terno e carinhoso. Sentia-me fraca e sem forças para nada, tudo aquilo afectou-me de uma forma que só eu entendia. Unicamente me apetecia chorar sem parar, até me esgotar as lágrimas e a dor no peito.
- Anda, vamos embora daqui. – Bill puxou-me para si e apoiou-me durante todo o caminho.
Seguimos para o quarto dele, lá ele procurou na casa de banho por uma caixa de primeiros socorros e tratou-me da ferida no braço. Depois de me tratar os ferimentos do corpo, acariciou-me a face.
- Descansa, ele já não te toca mais. – Sorriu-me com uma doçura única e divinal.
- Obrigado Bill. – Abracei-me a ele ainda a soluçar do choro. – Obrigado…
Ele afagou-me os cabelos e debruçou-me sobre a cama, sempre tendo-o junto a mim.
- Dorme, precisas de descansar. - Beijou-me a testa. – Isto mexeu muito contigo, é melhor acalmares-te um pouco, vai-te fazer bem.
 Alguns minutos depois, acabei por adormecer nos seus braços. Para sem sincera, se assim não fosse, acho que passaria dias de insónia até conseguir aprar de esquecer aquela cena.

[Tom]

Eu estou sozinho no meu quarto de hotel, acho que vou ter com o meu irmão a ver se ele quer ir dar uma volta. Ao chegar ao quarto dele, bato à porta e ele não responde. É porque não está bem, vou até ao quarto das miúdas ver o que elas andam a fazer.
O quarto fica perto do de Bill, por isso não demoro muito a chegar lá. Encosto o ouvido direito à porta, não ouço vozes. Será que saíram? Vou bater à porta.
Quando ouço a voz de Diana.
-Quem é? - Perguntou ela.
-Sou eu, o Tom! - Respondo eu.
-Espera só um pouco! - Disse Ela.
-Ok! - Digo Eu.
Alguns segundos depois, a porta abre-se e vejo-a de cabelo molhado e com um vestido azul muito simples. Ela está linda, fico a olhar para ela um pouco corado.
-O que queres? - Perguntou ela.
-Nada. Fui ao quarto do meu irmão e ele não estava. Por isso, pensei que estivesse aqui com vocês! - Disse Eu.
-A Andy não está cá e eu acabei agora de sair do banho. - Disse Ela.
-Ah, ok! - Disse Eu.
      Ficamos a olhar um para o outro, eu não aguento mais isto. Acabo por aproximar o meu rosto do dela, dou-lhe um abraço e agora estamos frente a frente. Eu não resisto e dou-lhe um beijo, neste pus tudo o que sinto por ela. Quando nos afastamos, eu olho para o seu rosto que mostra uma expressão confusa. Que vergonha.
-Desculpa isto não devia ter acontecido. - Digo eu muito atrapalhado.
-Não digas nada! - Diz ela pondo-me um dedo em frente aos meus lábios, agarrando no meu rosto e beijando-me novamente.
Ficamos ali alguns minutos aos beijos à porta do seu quarto, quando demos conta, estavam alguns idosos a olhar para nós! E a comentar que éramos um casal muito apaixonado, eu e Diana olhamo-nos e sorrimos um para o outro. Nós não somos um casal, embora eu sinta algo por ela, não sei se ela sente o mesmo por mim. Ela depois disse para eu entrar e como estava frio, acendemos a lareira do quarto e deitamo-nos na cama dela abraçados, a ver um filme romântico na televisão.

[Bill]

Ela dormia como um anjo. Serena e calma continuava abraçada a mim, confesso que gostava de sentir o calor do seu corpo encostado ao meu. Só de pensar o que lhe teria acontecido se não tivesse aparecido no jardim… Eu acho que matava o homem se ele lhe tocasse mais um bocado!  
Os meus olhos não paravam de vislumbrar a sua face e aqueles lábios tentadores. Porque é que tudo não era mais fácil? Seria tão mais simples se nos conhecêssemos fora daquele concurso, talvez até lhe pudesse desvendar o segredo do Phantomrider e do Rock Boy. No entanto, naquela circunstância parecia tudo muito precipitado. Eu tinha medo de em magoar e ao mesmo tempo, magoa-la a ela!
Sou tão complicado!
Ela mexeu-se, acho que está a acordar e acaricio-lhe o cabelo. Adoro vê-la a dormir e acordar, no tourbus ela estava linda.
As pálpebras dela abriram-se e ela permaneceu a mirar-me, um tanto corada, mas ainda assim passou a mão delicadamente pelo meu peito. Ferrei o lábio para me controlar e não fazer anda que em viesse a arrepender.
- Estás melhor? – Perguntei-lhe com um sorriso leve.
- Sim. – Uma expressão carinhosa apoderou-se do rosto dela. – Obrigado por tudo, Bill. Se não fosses tu…
Depressa coloquei um dedo sobre a sua boca impedindo-a de continuar.
- Não quero que pensas mais nisso. – Massajei-lhe a maçã do rosto.
Ela levantou-se e, para minha infelicidade, acabou o nosso contacto. Tal como ela, sentei-me na cama a seu lado e segurei-lhe a mão. Andy ficou um pouco surpresa, se calhar não devia fazer isto, só que não resistia a sentir a suavidade da sua pele.
- Que horas são? – A sua face voltou-se para mim. – A Diana deve estar a ficar preocupada comigo…
- Não te preocupes, ela não ligou. – Depois olhei para o relógio no meu pulso. – Bem, já é um pouco tarde. São horas de jantar.
- Então é melhor descermos. – Sugeriu ela arranjando o cabelo e a camisola.
- Sim, vamos.
Os dois levantamo-nos ao mesmo tempo, continuando de mãos dadas. Um ar estranho surgiu ao ficarmos frente a frente. Será que era agora que nos beijávamos? Os lábios foram-se aproximando um do outro, o meu coração batia cada vez mais rápido. Será que eu não me ia arrepender daquilo? A poucos centímetros dela, sentia a respiração a ofegar e as pálpebras começarem a fechar-se…
Ela afastou-se e retirou sua mão da minha, voltou costas para ocultar o rosto vermelho. Não havia beijo para ninguém! Parvo! Agora estou arrependido de não ter avançado, talvez não volte a ter outra oportunidade destas.
-Eles já devem estar a jantar. – A voz mostrava uma certa timidez.
Por fim, lá descemos os dois e fomos ter com o resto do grupo. Nenhum de nós trocou mais uma palavra, nem eu tinha coragem para lhe falar quando quase a beijei… Pena o “quase”. Mal chegamos, os rapazes ficam a olhar para os dois com cara de “ O que terá acontecido com estes dois?”, porém isso não me chamou muito a atenção. O que me despertou mais a curiosidade foi ver o meu irmão e Diana muito cúmplices.
Sentamo-nos e pedimos o nosso jantar. Gustav falava que  iríamos dar uma sessão de autógrafos e revíamos mais algumas coisas para o concerto. Embora aquilo fosse importante, não conseguia deixar de pensar no momento do meu quarto e, em paralelo, de que precisava de ter uma conversa particular com Tom. Sim, ele ia ter de me contar tudo o que aconteceu entre ele e Diana, aquelas caras todas cheias de risos e felicidade significava algo mais que uma amizade!

sábado, 6 de novembro de 2010

My Love You Are - 7º Capítulo

Olá meninas!
Muito obrigado por comentarem!
Ficamos mesmo contentes por estarem a gostar da fic e por fazerem o nosso trabalho de escrever valer o esforço!
Aqui fica mais um capítulo e nós esperamos que gostem!
Beijinhos

Capitulo 7 – Romance no ar

 [Tom]

Tinha acabado de acordar e estranhamente, sonhei com a Diana e não paro de pensar nela. Vou-me vestir e depois vou levar-lhe o pequeno-almoço. Eu não sei que se passa comigo, ou estou apaixonado ou maluco!
Fiz sumo de laranja e algumas torradas e para completar, roubei uma rosa que nos atiraram para o palco, esta era vermelha e cheirava muito bem. Agora vou por tudo dentro de um tabuleiro, para sair do tour bus, só tenho de pedir ao motorista para a abrir. Este ficou perplexo a olhar para mim, mas abriu-me a porta. Para entrar no tour bus delas bati com o pé na porta, ao olhar pela porta de vidro vi que a Andy vinha a descer as escadas. Ela já está vestida!
-Olá, bom dia. O que queres? - Perguntou Andy.
-Olá, bom dia. Vim trazer o pequeno-almoço à Diana, ela ainda não comeu nada pois não? - Perguntei eu, só agora é que pensei que ela já tivesse comido.
-Ela está lá em cima a dormir! - Disse Andy.
-Posso subir? - Perguntei eu.
-Sim, podes. Eu vou apanhar um pouco de ar! - Disse Andy.
Como o autocarro é igual ao nosso, não tenho dificuldade em encontrar o quarto. Quando a vejo, ela está a dormir tão calmamente que parece um anjo.
Acordo-a? Ou não? É a pergunta que vai na minha mente.
-Acorda, trouxe-te o pequeno-almoço! - Disse Eu pondo-lhe a minha mão direita sobre o seu ombro esquerdo.
Ela acorda e fica a olhar para mim, parece escandalizada por me ver ali!
-Olá. O que estas aqui a fazer? - Perguntou ela.
-Vim trazer-te o pequeno-almoço, como aqui não há muita coisa para comer! - Disse Eu.
-Obrigado, foste muito simpático! - Disse ela.
Ficamos ali, sentados na cama dela, tapados com o cobertor vermelho. Estávamos a divertir-nos muito.

[Diana]

Ele estava a ser mesmo um querido, mas agora que penso bem, começo a lembrar-me do que a Andy disse ontem à noite: Será que ela tem razão? Só sei que quero aproveitar bem esta semana, pois está a ser fantástica, mas ainda me faltava fazer uma coisa!
- Eu queria pedir-te desculpa por te ter mandado com água e agredido com um balde! - Disse Eu.
-Não faz mal, eu entendo o motivo de tal atitude. Eu no teu lugar teria feito o mesmo e até foi divertido entrarmos na piscina para nos escondermos do segurança! - Disse Tom sorrindo.
-Pois, isso foi divertido! A nossa sorte foi não termos sido apanhados! - Disse Eu.
-Se tivéssemos sido, acho que agora estaríamos na cadeia! - Disse Tom rindo.
-Tens razão! - Disse eu rindo.
Estávamos ali há 2 horas e o Tom tinha de voltar para o tourbus dos rapazes!
-Tenho de ir! - Disse Tom.
-Ok! Obrigado pelo pequeno-almoço! - Disse Eu.
-De nada. Já me esquecia, isto é para ti! - Disse Tom dando-me uma rosa vermelha.
-Obrigado, é linda! - Disse Eu.
-Até logo! - Disse Tom.
-Até logo! - Disse eu.
Acompanhei o Tom ate á porta e antes de sair, ele deu-me um beijo na testa!
Passada alguns minutos, a Andy entrou no nosso tourbus e estava super curiosa para saber tudo. Eu contei-lhe tudo e ela ficou super animada e espantada, tal como eu, com aquela atitude tão doce do Tom! Quando lhe mostrei a rosa que ele me deu, ela gritou de entusiasmo e ficou ainda mais pasmada!
Só é pena que a Andy e o Bill não se falem, é tão divertido estar com os rapazes!

[Andy]

No tempo que Tom se demorou no nosso tourbus, aproveitei para ir apanhar um pouco de ar e ver se me deparava com Bill para lhe pedir desculpa. Uns minutos depois de dar uma volta pelo sitio onde havíamos estacionado, um lugar no meio do nada, no intuito de arranjar uma forma de lhe pedir desculpa, vejo-o a sair do outro veiculo. Trazia vestido um simples fato de treino, cujo casaco tinha o símbolo dos TH desenhado e na cara pusera uns óculos de sol D&G.
Ele acendeu um cigarro e começou a sugar o fumo. Simplesmente permaneci a observa-lo durante uns belos segundos, a forma como ele fumava fascinava qualquer um. Ele fumava como uma verdadeira diva! Ele enchia o ar de fumo e expelia-o calmamente. Dentro, fora, dentro, fora… O cigarro a acabar e eu ali especada! Aquela era a minha oportunidade!
Sem demoras, aproximei-me dele, ainda hesitante e tentei descobrir o seu olhar por de trás dos óculos.
- Bill, precisamos de falar. – Eu tentava por na voz um tom serio e ao mesmo tempo sereno.
Ele limitou-se a atirar o cigarro para o chão e a apaga-lo com o pé, sem colocar a sua atenção em mim. Depois, apertou mais o fecho do casaco e voltou-me costas.
- Não temos nada para falar. – A sua resposta seca fracturou-me o coração em mil pedaços.
Sem uma única palavra a acrescentar, entrou de novo no tourbus.
As lágrimas iniciaram a correr pelo meu rosto níveo, nada fiz para as amparar. Ele nem me queria ouvir… Que mal lhe tinha feito de tão grave? Fogo, o Tom perdoou a Diana e o Bill só me tratava de uma maneira insignificante. Ok, eu era uma rapariga insignificante para ele e uma mera fã, mas qual a dificuldade de ao menos me escutar?
- Está tudo bem Andy? – A voz de Gustav surgiu atrás de mim.
Antes de me virar para ele, limpei as lágrimas fugitivas e sorri-lhe o melhor que pude.
- Sim. – A palavra foi prenunciada com muito fraca prenunciação.
- Tu estás a chorar. – A sua mão pousou no meu queixo, obrigando-me a encara-lo. – O que se passa?
- Saudades de casa. – Pensei numa desculpa plausível para justificar o meu estado.
- Andy. – O meu nome serviu para me repreender, embora mantivesse uma ternura na voz. – Não precisas de mentir-me. O que se passou entre ti e o Bill para estarem chateados?
Os vocábulos atolaram-se na garganta sem quererem sair de lá e contar tudo. Olhei-o nos olhos, a expressão preocupada dele derreteu-me, todavia não o suficiente para lhe contar tudo.
- Desculpa, Gustav. – Suspirei. – Eu prefiro não falar sobre o assunto.
- Tudo bem. - Esboçou um sorriso terno e abraçou-me. Eu fiquei sem reacção, mas aquele abraço depois do desprezo de Bill, era tudo o que necessitava. – Se precisares de mim, sabes que podes contar comigo.
- Obrigado. – Aconcheguei-me no seu peito. – Só queria que ele ao menos me ouvisse, mesmo que depois não me desculpasse.
- O Bill é mesmo assim, uma cabeça dura. – A mão passou pelo meu cabelo. – Se queres que diga a verdade, ele anda um pouco estranho, talvez nem esteja realmente zangado contigo e apenas precise de espaço para pôr as ideias em ordem. Só que não o demonstra da melhor forma…
- Achas? – Inquiri com esperanças de puder ser isso, embora achasse pouca piada a forma como o Kaulitz me tratava.
- Sim. – Confirmou ele. – Tenta falar novamente com ele depois do sound-check.
A referência ao teste de som deu-me uma ideia brilhante para pedir desculpa ao moreno. Se ele não me queria falar, eu iria me fazer ouvir!
- Gustav, tu és um génio! – Naturalmente, dei-lhe um beijo na sua bochecha rechonchuda. – Deste-me uma ideia genial!
- Dei? – A sua cara assemelhou-se a um ponto de interrogação. – Bem, se isso te faz feliz, ainda bem que dei.
- Sim. - Os lábios esticaram-se de orelha a orelha. – Mas vou precisar da tua ajuda.
Na hora que se seguiu, contei detalhadamente o plano que me surgira na mente para Bill me ouvir e em que é que isso envolvia o loiro e claro, também iria necessitar da ajuda da minha amiga!
O tempo foi passando, quando vejo a porta do tourbus a abrir-se e antes de sair, Tom deposita um beijo na testa da morena. Eu fiquei especada a olhar para aquela cena! Ela teria de me contar tudo! Logo que o de tranças se dirigiu para o veículo dele, entrei pela porta a dentro e inquiri Diana sobre tudo e mais alguma coisa, ficando mais e mais admirada a cada palavra… Além, de que começava a confirmar as minhas suspeitas: Tom sentia algo por ela!
De seguida, contei-lhe o plano que tinha pensado para pedir desculpa ao Bill. No inicio, ela teve medo que pudesse dar errado e ele ainda acabar mais chateado comigo, porém aos pouco ia-se convencendo que podia dar certo.
A manhã passou a correr e quando demos por nós, já estávamos no pavilhão espanhol a ouvi-los testar os instrumentos e a qualidade do som. Do lado de fora, milhares de fãs esperavam ansiosas por aqueles quatro rapazes que veneravam como deuses. Naquele instante, isso era o que menos me importava! O nervosismo crescia minuto após minuto, a qualquer momento o piano seria montado para o testarem também. Nessa altura, Gustav interviriam para tirar o resto dos elementos do palco e Diana para distrair Bill, dessa forma eu poderia subir discretamente para cima do palco.
O momento chegou!
Mal o piano foi montado e testado, o baterista chama Georg e Tom a parte e arrasta-os dali para fora. Ao mesmo tempo, Diana inicia uma conversa vulgar com o vocalista e distrai-o do que se sucede no palco. Nesse instante, subi umas escadas ocultas atrás das barreiras e sentei-me no banco à frente do piano.
-Bill! – O seu nome ressoa pelo recinto vazio devido ao microfone.
O rapaz volta costas à minha amiga e vendo-me sentada no piano, fica perplexo a observar cada gesto que executo. A sua boca abriu-se para retaliar, contudo conteve-se e nada disse.
- Eu sei que estás chateado comigo pelo que aconteceu. – Mordi o lábio e respirei fundo. – Mesmo que tenha sido tudo uma simples brincadeira de adolescentes que não correu bem. – O coração batia desregulado com a adrenalina a correr nas veias. – Hoje de manhã queria-te pedir desculpa, mas tu nem sequer me ouviste. – A memória da reacção dele magoou-me, todavia mantive-me firme. – Não me deixaste alternativa… Eu tinha de me fazer ouvir!
Os dedos começaram a teclar cada nota de uma canção que se adequava perfeitamente aquela situação, pouco depois a minha voz juntou-se à melodia.

I know i wasn´t there
When you needed me the most
I know i didn´t care
And was afraid to get so close
Tonight it´s getting hard to fall asleep
Cause it´s becoming clear that i broke all into pieces
And i can not reverse it
So i´ve got one more thing to say

I´m sorry for your pain
I´m sorry for your tears
For all the little things i didn´t know
I´m sorry for the words i didn´t say
But what i still do
I´m still loving you

Cantava com toda a alma e sentimento mais recôndito da minha alma, arrancava das minhas entranhas cada palavra e vibrava com o êxtase de cantar ali para ele e somente ele…

I know I let you wait
I´ve been away for far too long
But now I can relate
To everything that I did wrong
Stop breathing when I think I´m losing you
And there´ll be no excuse so I´m on my knees
So listen please
Let me hold your hand once again

Uma lágrima escorregou do canal lacrimal ao sentir tão profundamente a dor dele estar chateado comigo.

I´m sorry for your pain
I´m sorry for your tears
For all the little things i didn´t know
I´m sorry for the words i didn´t say
I´m sorry for the lies
I´m sorry for the fights
For not showing my love a dozen times
I´m sorry for the things that i´ve called mine
But what i still do
I´m still loving you
That´s what i will always do
(Tommy Reeve: I'm Sorry) 

A canção terminou e, de olhos turbos tornei a minha atenção para ele.

[Bill]

 O meu coração parou ao cruzar o meu olhar com o dela, os seus olhos cheios de água ansiosa por se libertar paralisavam-me os movimentos e as ideias. O que é que faço agora? O que é que faço depois da maneira rude como a tratei de manhã? Sinceramente, sentia-me um nojo por agir assim com ela, quando tudo o que ansiava era abraça-la!
Os dedos fecharam-se formando um punho bem apertado até me doerem as articulações. Porque é que sou tão estúpido? Eu devia ter seguido o conselho do Tom, em vez de pôr na cabeça a ideia de a afastar da minha vida para não sofrer por alguém que mal conheço. Eu magoei-a mais do que ela me magoou com a cena da piscina e mesmo assim, ele pedia desculpa pelo seu acto…
A melodia bateu forte no peito e a melodiosa voz de anjo faziam-me sentir perto de tocar o paraíso.
Ele pareceu desiludida pela minha falta de reacção, os vistos deslocaram-se para o chão abatidos.
- Eu só te queria pedir desculpa por tudo… - Disse a meia voz num tom de tristeza. – Eu tentei como podia.
Andy levanta-se do banco e prepara-se para abandonar a sala num choro contido. Sem esperar mais, desato a correr para atrás dele e paro na sua frente, obrigando-a também a parar e a mirar-me. A melancolia no seu visualizar dilacerava-me a alma!
- Andy…
Os meus braços enlaçaram-se em torno do seu corpo e abracei-a como se não existisse amanhã! Naquele gesto punha todo o carinho que sentia por ela, depois afastei-a um pouco e segura a sua cara entre as minas mãos.
- Será que tu me perdoas a atitude que tive contigo? – Perguntei denotando na minha cara a minha angústia pelo meu erro.
Ela sorriu. Contagiado pela felicidade que se espelhou no rosto dela, abracei-a novamente. Aí, apercebi-me do cheiro da sua pele suave e a força enorme exercida para não agir como nos filmes, impedindo-me a mim mesmo de tomar um acto insensato e beija-la. De coração a bater a mil há hora, afastei-me e depositei um leve beijinho no canto dos seus lábios, não por ela os ter desviado, antes por desejar saborear um pouco daquele sabor.
Ambos coramos e desviamo-nos atrapalhados um do outro ao apercebermo-nos de que os outros chegaram a tempo de ver á última cena.

[Diana]

Estavam todos pasmados com a cena a que acabamos de assistir, mas eu, para além de surpreendida, também estava a chorar de emoção. Foi tão lindo!
-Que se passa, porque estás a chorar? - Pergunta o Tom com um ar muito preocupado!
-Foi um momento tão lindo… - Disse Eu.
-Pois foi! - Disse Tom.
A minha amiga desceu as escadas calmamente e abraçou-se a mim, um abraço tão profundo que queria dizer obrigada.
O concerto passou e foi incrível. No final, ao sair do palco, o Tom deu-me um pequeno beijo na testa. Após isso, os rapazes foram a um Meet And Great. Eu e a Andy sentamo-nos num sofá preto que havia no camarim deles e quando dei por mim adormeci! Só me lembro de acordar no tour bus dos rapazes.
-Onde é que estamos? - Perguntei Eu.
-Tem calma, estamos no tourbus dos rapazes e tu estás deitada, nada mais nada menos que, na cama do Tom! - Disse Andy quase a dar pulos de alegria.
-Estou o quê? - Disse eu olhando em redor. De facto estava ali deitada numa cama tapada com um edredão vermelho. – Como é que eu vim aqui parar? Nós estávamos no sofá… - Disse eu confusa.
-Isso é muito fácil de explicar. Quando os rapazes voltaram à sala, tu estavas a dormir tão profundamente que o Tom ordenou a todos que se calassem e para tu não acordares de seguida, pegou nas coisas dele e depois pegou em ti ao colo e trouxe-te para aqui e pôs-te na cama dele. Foi tão lindo que até tirei uma foto para tu veres. - Disse a minha amiga sorrindo e mostrando-me o ecrã do seu telemóvel em como de facto o que ela me contou era mesmo verdade.
De seguida ouço a voz inconfundível de Tom e agora como vou olhar para a cara dele?
-Olá, vejo que finalmente acordas-te! - Disse Tom sentando-se a meu lado na pequena cama e pondo o seu braço direito sobre o meu pescoço.
-Sim… Obrigado por me teres trazido! - Disse Eu.
 Estou tão envergonhada que nem para ele consigo olhar.
-De nada… - Disse Tom.
Quando olhei em volta não via a Andy em lado algum, é mesmo típico dela sair á socapa e deixar-me ali com ele!
-Vamos jantar! - Gritou o Bill no fundo das escadas.
Eu e o Tom descemos rapidamente. No fim, juntamo-nos todos na sala, sentamo-nos naqueles dois sofás super confortáveis e vimos um filme. Quando demos conta, a Andy estava com a cabeça deitada no ombro direito de Bill a dormir  no sofá da esquerda. O Gustav e o Georg encostados ao encosto do sofá e eu adormeci com a cabeça deitada no peito de Tom e com o lado esquerdo do seu rosto sobre a minha cabeça e o seu braço esquerdo por trás do meu pescoço com a mão em cima do meu braço!