Olá meninas!
Nós ficamos muito contentes por vocês estarem a gostar da história e por comentarem!
Nós ficamos muito contentes por vocês estarem a gostar da história e por comentarem!
Pedimos descula pelo atrazo na pulicação da fic mas infelizmente nao temos tido muito tempo para publicar.
A todas que comentaram um grande obrigado a vossa opinião é muito importante para nós!
Qualquer sugestão é bem-vinda!
Beijinhos
Capítulo 15 – Contracto
[Andy]
Eu e Diana saímos do palco para os bastidores. Os nossos olhos cruzaram-se e um sorriso de satisfação preencheu-nos o rosto.
- Isto foi surreal! – A minha histeria palpitava cada palavra. – Aquela gente toda a olhar para nós e a ouvir a nossa música!
- Eu ainda nem acredito no que acabou de acontecer. – Diana quase dava pulinhos de excitação. – Eles estavam mesmo a gostar.
- O nosso sonho….
- A um passo de ser realizado! – Uma voz masculina interrompe-me o discurso, dando uma terminação à minha frase inicial.
As duas voltamo-nos na direcção do homem que se aproximava. Alto, cabelo negro rebelde contrastava com uns olhos cinzentos, uma tonalidade fria e ao mesmo tempo tentadora. A sua postura demonstrava ser bem mais velho que eu e a minha amiga, assim como a sua expressão sóbria e experiente.
- Talvez não seja assim tão fácil. – Diana mirava-o atentamente, um pouco hesitante.
- Quem é o senhor? – Indaguei curiosa por descobrir a sua identidade.
Ele sorriu.
- Desculpem não me ter apresentado. – Retirou uma das mãos do bolso e esticou-ma. – Eu sou Damen Schütz.
No meio de uma confissão mental, apenas o cumprimentei e esperei que nos elucidasse um pouco mais sobre a sua pessoa. A minha amiga parecia continuar a observa-lo de soslaio, talvez ele não lhe inspirasse confiança ou quiçá, a fizesse recordar de alguém…
- Mas afinal o que quer de nós? – A sua sobrancelha franziu-se e continuou numa de ataque. – Eu acho que já o vi em algumas das nossas actuações no bar do Andreas.
- Isso é bem possível. – Mais uma vez mostrou-se agradável e simpático, tentando desfazer aos poucos a desconfiança instalada. – Eu tenho vos visto a actuar. Aa verdade, já ando de olho em vocês à bastante tempo.
- Você anda-nos a espiar? – Interroguei com um medo crescente. – Se calhar é melhor chamar os seguranças…
A minha respiração iniciava a acelerar e inconscientemente, dei um passo atrás. A minha mão foi ao encontro do braço de Diana, na tentativa de a alertar para uma possível fuga se algo estranho se sucedesse.
- Calma. - _ Colocou as mãos no ar como um desarmado. – Eu sou o responsável por vocês as duas estarem aqui.
- O quê? – Diana reage incrédula. Desta vez, parecia que para ela as coisas se começavam a encaixar. – Foi você que deu ao Andreas os convites para actuação?
- Sim. – Anuiu afirmativamente acenando com a cabeça. – Eu queria ver como vocês eram capazes de levar um público desta dimensão à loucura.
- Olhe, o senhor até aprece muito simpático e tudo isso, mas podia ser mais específico? – Assumi uma postura firme. – Vá directo ao assunto, ok?
- Muito bem. – Sem mais demoras, Damen retirou um papel timbrado do bolso e desdobrou-o. Em seguida passou-mo para as mãos e deu indicações para o ler. – Eu sou um representante da Universal Music. Á uns tempos atrás fomos informados que haviam uma banda a actuar num bar e muitas pessoas pareciam gostar do que ouviam. Então, resolvemos investigar a tal banda. – Sorriu-nos de soslaio. - Deixem que vos diga, foi realmente uma grande descoberta!
- Isto… Isto… - As palavras prendiam-se na minha garganta, como se proferir o pretendido fosse impossível. Na verdade, aquela situação aprecia tudo menos real. – A Universal Music está-nos a oferecer uma proposta para gravar um disco?
Os meus olhos esbugalharam-se e começaram a cintilar de felicidade. O meu sonho a um passo de se tornar realidade… O sonho que eu partilhava com Diana a pouco mais de um contracto assinado de distância… De imediato, a minha atenção prende-se em Diana que me olhava com uma expressão incrédula e extasiada.
- O nosso sonho… - Murmurou sem acreditar naquilo que dizia.
- Basta concordarem com os termos do contracto e podemos amanhã mesmo assina-lo. – Damen parecia feliz pela nossa reacção, uma felicidade genuína sem nada a ocultar-se na sua expressão de 28 anos. – Então, como ficamos?
[Diana]
Eu e a Andy ficamos horas a olhar para o pedaço de papel que tínhamos à nossa frente.
Inacreditável, um contrato!
Parece um sonho e devido a parecer que estávamos a viver uma ilusão ou a ter um sonho, beliscamo-nos uma à outra várias vezes no táxi que nos levou de volta para casa. O taxista olhou várias vezes pelo espelho retrovisor, com um ar de quem acha que somos malucas ou que estamos bêbedas.
Ao chegarmos a casa ficamos a mirar mais um pouco aquele pedaço de papel. De seguida lemos tudo, incluindo as letras pequeninas. A nossa euforia era tanta que mal dormimos, a última vez que olhei para o relógio eram 5 da manha.
Acordo com uma luz a bater-me nos olhos, quando os abro e olho para o relógio do telemóvel vejo que este marca 8 horas da manha. Ao olhar em redor vejo que eu e a minha amiga, que ainda se encontra a dormir, adormecemos sentadas no sofá. Em pânico lembro-me que temos de ir trabalhar, como sempre vamos chegar atrasadas e ainda temos de ir ter com o Damen ao bar para assinar-mos o contracto.
-Andy acorda, temos de ir trabalhar e já estamos atrasadas. - Digo em pânico, abanando a minha amiga para ela acordar.
-Só mais 5 minutos. - Resmunga Andy entre dentes.
-Tu não me deixas outra alternativa. - Disse Eu.
Só há uma forma de a acordar, que é encher um copo com água e verte-lo sobre o rosto de Andy. Ela finalmente acorda e está com um ar furioso a olhar para mim.
-Isso era mesmo necessário? - Perguntou furiosa limpando o rosto á sua camisa.
-Sim, era. Tu não me ouvias, nós já estamos atrasadas. - Disse Eu quase gritando.
-Calma, eu vou só trocar de roupa e já saímos. - Disse Andy, levantando-se do sofá e dirigindo-se ao quarto.
-Eu vou preparar um café para nós as duas. - Disse Eu.
Ela demorou 5 minutos a vestir-se, engolimos o café e fomos para a paragem do autocarro a correr feitas malucas.
Ao chegar à loja, a gerente estava tipo generala com um ar furioso à porta. Ao avistar-nos percebemos pelo olhar dela e pelos braços cruzados sobre o peito, que íamos ouvir sermão.
-Isto são horas de chegarem? - Perguntou furiosa. - Não respondam, porque eu só vos digo isto uma vez. Estão as duas despedidas. - Disse ela com um ar de peru inchado.
-Olhe, até nos esta a fazer um favor e a pouparmos o trabalho de redigir-mos uma carta a despedir-nos desta loja. - Disse Andy enfrentando-a.
-Sim, porque hoje iríamos avisá-la de que este seria o nosso último dia de trabalho aqui. - Disse Eu.
-Então muito bem, vão-se embora daqui. Estão a afugentar a clientela. - Disse ela, enxotando-nos como se fossemos galinhas.
-Você um dia vai implorar-nos que compremos roupas na sua loja. - Disse Andy.
Saímos dali o mais rápido possível, telefonamos a Damem a perguntar se podíamos ir ter com ele ao bar. Este disse que sim.
Ao atravessar-mos a rua para entrar no bar, um carro passou por nós e o anormal que ia lá dentro molhou-nos todas, com a água de uma poça enorme que estava na estrada. Chegámos ao bar encharcadas, Andreas ficou incrédulo a olhar para nós. De seguida, deu-nos uma toalha para nos secarmos e depois deu-nos os parabéns pelo contrato.
-Olá, bom dia às duas. - Disse Damen.
-Olá, bom dia. - Dissemos eu e Andy em coro com um enorme sorriso nos lábios.
-Agora é só assinarem aqui e já está. Para a semana já temos um estúdio livre e vamos começar a gravar o vosso disco. - Disse Damen.
-Oh, meu deus. Já? - Disse Andy eufórica.
-Sim, já. Eu quero que todos possam ouvir as vossas músicas e aprecia-las como as pessoas que já as ouviram. - Disse Damen.
Ficamos horas no bar a conversar com Damem, este explicou-nos onde era o estúdio e que um carro nos iria buscar a casa no dia de gravarmos o CD. Eu e a Andy estamos ansiosas para começar a gravar.