Fic Do Momento

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

My Love You Are - Capítulo 15


Olá meninas!
Nós ficamos muito contentes por vocês estarem a gostar da história e por comentarem! 
Pedimos descula pelo atrazo na pulicação da fic mas infelizmente nao temos tido muito tempo para publicar.

A todas que comentaram um grande obrigado a vossa opinião é muito importante para nós! 
Qualquer sugestão é bem-vinda!
Beijinhos 

Capítulo 15 –  Contracto


[Andy]

Eu e Diana saímos do palco para os bastidores. Os nossos olhos cruzaram-se e um sorriso de satisfação preencheu-nos o rosto.
- Isto foi surreal! – A minha histeria palpitava cada palavra. – Aquela gente toda a olhar para nós e a ouvir a nossa música!
- Eu ainda nem acredito no que acabou de acontecer. – Diana quase dava pulinhos de excitação. – Eles estavam mesmo a gostar.
- O nosso sonho….
- A um passo de ser realizado! – Uma voz masculina interrompe-me o discurso, dando uma terminação à minha frase inicial.
As duas voltamo-nos na direcção do homem que se aproximava. Alto, cabelo negro rebelde contrastava com uns olhos cinzentos, uma tonalidade fria e ao mesmo tempo tentadora. A sua postura demonstrava ser bem mais velho que eu e a minha amiga, assim como a sua expressão sóbria e experiente.
- Talvez não seja assim tão fácil. – Diana mirava-o atentamente, um pouco hesitante.
- Quem é o senhor? – Indaguei curiosa por descobrir a sua identidade.
Ele sorriu.
- Desculpem não me ter apresentado. – Retirou uma das mãos do bolso e esticou-ma. – Eu sou Damen Schütz.
No meio de uma confissão mental, apenas o cumprimentei e esperei que nos elucidasse um pouco mais sobre a sua pessoa. A minha amiga parecia continuar a observa-lo de soslaio, talvez ele não lhe inspirasse confiança ou quiçá, a fizesse recordar de alguém…
- Mas afinal o que quer de nós? – A sua sobrancelha franziu-se e continuou numa de ataque. – Eu acho que já o vi em algumas das nossas actuações no bar do Andreas.
- Isso é bem possível. – Mais uma vez mostrou-se agradável e simpático, tentando desfazer aos poucos a desconfiança instalada. – Eu tenho vos visto a actuar. Aa verdade, já ando de olho em vocês à bastante tempo.
- Você anda-nos a espiar? – Interroguei com um medo crescente. – Se calhar é melhor chamar os seguranças…
A minha respiração iniciava a acelerar e inconscientemente, dei um passo atrás. A minha mão foi ao encontro do braço de Diana, na tentativa de a alertar para uma possível fuga se algo estranho se sucedesse.
- Calma. - _ Colocou as mãos no ar como um desarmado. – Eu sou o responsável por vocês as duas estarem aqui.
- O quê? – Diana reage incrédula. Desta vez, parecia que para ela as coisas se começavam a encaixar. – Foi você que deu ao Andreas os convites para actuação?
- Sim. – Anuiu afirmativamente acenando com a cabeça. – Eu queria ver como vocês eram capazes de levar um público desta dimensão à loucura.
- Olhe, o senhor até aprece muito simpático e tudo isso, mas podia ser mais específico? – Assumi uma postura firme. – Vá directo ao assunto, ok?
- Muito bem. – Sem mais demoras, Damen retirou um papel timbrado do bolso e desdobrou-o. Em seguida passou-mo para as mãos e deu indicações para o ler. – Eu sou um representante da Universal Music. Á uns tempos atrás fomos informados que haviam uma banda a actuar num bar e muitas pessoas pareciam gostar do que ouviam. Então, resolvemos investigar a tal banda. – Sorriu-nos de soslaio. - Deixem que vos diga, foi realmente uma grande descoberta!
- Isto… Isto… - As palavras prendiam-se na minha garganta, como se proferir o pretendido fosse impossível. Na verdade, aquela situação aprecia tudo menos real. – A Universal Music está-nos a oferecer uma proposta para gravar um disco?
Os meus olhos esbugalharam-se e começaram a cintilar de felicidade. O meu sonho a um passo de se tornar realidade… O sonho que eu partilhava com Diana a pouco mais de um contracto assinado de distância… De imediato, a minha atenção prende-se em Diana que me olhava com uma expressão incrédula e extasiada.
- O nosso sonho… - Murmurou sem acreditar naquilo que dizia.
 - Basta concordarem com os termos do contracto e podemos amanhã mesmo assina-lo. – Damen parecia feliz pela nossa reacção, uma felicidade genuína sem nada a ocultar-se na sua expressão de 28 anos. – Então, como ficamos?

[Diana]

Eu e a Andy ficamos horas a olhar para o pedaço de papel que tínhamos à nossa frente.
Inacreditável, um contrato!
Parece um sonho e devido a parecer que estávamos a viver uma ilusão ou a ter um sonho, beliscamo-nos uma à outra várias vezes no táxi que nos levou de volta para casa. O taxista olhou várias vezes pelo espelho retrovisor, com um ar de quem acha que somos malucas ou que estamos bêbedas.
Ao chegarmos a casa ficamos a mirar mais um pouco aquele pedaço de papel. De seguida lemos tudo, incluindo as letras pequeninas. A nossa euforia era tanta que mal dormimos, a última vez que olhei para o relógio eram 5 da manha.
Acordo com uma luz a bater-me nos olhos, quando os abro e olho para o relógio do telemóvel vejo que este marca 8 horas da manha. Ao olhar em redor vejo que eu e a minha amiga, que ainda se encontra a dormir, adormecemos sentadas no sofá. Em pânico lembro-me que temos de ir trabalhar, como sempre vamos chegar atrasadas e ainda temos de ir ter com o Damen ao bar para assinar-mos o contracto.
-Andy acorda, temos de ir trabalhar e já estamos atrasadas. - Digo em pânico, abanando a minha amiga para ela acordar.
-Só mais 5 minutos. - Resmunga Andy entre dentes.
-Tu não me deixas outra alternativa. - Disse Eu.
Só há uma forma de a acordar, que é encher um copo com água e verte-lo sobre o rosto de Andy. Ela finalmente acorda e está com um ar furioso a olhar para mim.
-Isso era mesmo necessário? - Perguntou furiosa limpando o rosto á sua camisa.
-Sim, era. Tu não me ouvias, nós já estamos atrasadas. - Disse Eu quase gritando.
-Calma, eu vou só trocar de roupa e já saímos. - Disse Andy, levantando-se do sofá e dirigindo-se ao quarto.
-Eu vou preparar um café para nós as duas. - Disse Eu.
Ela demorou 5 minutos a vestir-se, engolimos o café e fomos para a paragem do autocarro a correr feitas malucas.
Ao chegar à loja, a gerente estava tipo generala com um ar furioso à porta. Ao avistar-nos percebemos pelo olhar dela e pelos braços cruzados sobre o peito, que íamos ouvir sermão.
-Isto são horas de chegarem? - Perguntou furiosa. - Não respondam, porque eu só vos digo isto uma vez. Estão as duas despedidas. - Disse ela com um ar de peru inchado.
-Olhe, até nos esta a fazer um favor e a pouparmos o trabalho de redigir-mos uma carta a despedir-nos desta loja. - Disse Andy enfrentando-a.
-Sim, porque hoje iríamos avisá-la de que este seria o nosso último dia de trabalho aqui. - Disse Eu.
-Então muito bem, vão-se embora daqui. Estão a afugentar a clientela. - Disse ela, enxotando-nos como se fossemos galinhas.
-Você um dia vai implorar-nos que compremos roupas na sua loja. - Disse Andy.
Saímos dali o mais rápido possível, telefonamos a Damem a perguntar se podíamos ir ter com ele ao bar. Este disse que sim.
Ao atravessar-mos a rua para entrar no bar, um carro passou por nós e o anormal que ia lá dentro molhou-nos todas, com a água de uma poça enorme que estava na estrada. Chegámos ao bar encharcadas, Andreas ficou incrédulo a olhar para nós. De seguida, deu-nos uma toalha para nos secarmos e depois deu-nos os parabéns pelo contrato.
-Olá, bom dia às duas. - Disse Damen.
-Olá, bom dia. - Dissemos eu e Andy em coro com um enorme sorriso nos lábios.
-Agora é só assinarem aqui e já está. Para a semana já temos um estúdio livre e vamos começar a gravar o vosso disco. - Disse Damen.
-Oh, meu deus. Já? - Disse Andy eufórica.
-Sim, já. Eu quero que todos possam ouvir as vossas músicas e aprecia-las como as pessoas que já as ouviram. - Disse Damen.
Ficamos horas no bar a conversar com Damem, este explicou-nos onde era o estúdio e que um carro nos iria buscar a casa no dia de gravarmos o CD. Eu e a Andy estamos ansiosas para começar a gravar.


domingo, 2 de janeiro de 2011

My Love You Are - Capitulo 14

Olá meninas!
Nós queriamos agradecer a todas que tem vindo a acompanhar esta fic e esperamos que a vossa passagem de Ano tenha sido boa!
Obrigado pelos comentários!
Qualquer cosia é so perguntarXD
Sobre a fic... Talvez ainfa falte um pouco para eles ficarem juntos outra vezXD
Enjoy it !
Beijinhos a todas!!!


Capítulo 14 – O Baile


[Andy]

O meu nervosismo crescia, à medida que nos aproximávamos do lugar do baile. A cada passo o ar parecia escassear, pois sentia-me a sufocar em stress! Primeiro, o concerto que íamos dar naquela noite, ao que parece a organização do baile já nos tinha ouvido tocar e gostando da nossa música, mandou um convite para o bar do Andreas. Um convite muito em cima da hora, embora fosse mais uma oportunidade para divulgar a nossa arte. Segundo e talvez mais constrangedor, finalmente iramos descobrir quem eram os nossos admiradores secretos!
O meu coração acelerou o ritmo cardíaco e tive de respirar fundo para me acalmar. Aqueles dois rapazes tinham-nos deixado duas únicas mensagens, porém o seu mistério parecia trazer mais que uma mensagem oculta para desvendar. Hoje seria a noite das descobertas, ou pelo menos assim o intencionávamos!
- Achas que estas fantasias ficam realmente bem? – Diana ainda olhava para as nossas roupas com alguma precaução. – Estes calções parecem um pouco curtos.
- Vá lá. Estás mesmo gira nessa roupa. Além disso, já estamos quase a chegar. – Disse enquanto olhava através da janela do táxi. – Eu espero que tudo corra bem…
- Eu acho que o disfarce de Cowgirl não foi uma grande ideia… - A rapariga ajeitava o chapéu na sua cabeça. – Eu só espero que isto não interfira na nossa actuação.
- Relaxa, até vai combinar com o disfarce deles. – Deixei um risinho tímido escapar dos lábios. – Eles são os cowboys e nós as cowgirls.
- Eles… - Diana suspirou e desviou a atenção para o exterior. – Será que fizemos bem em vir?
- Não sei. – Ferrei ligeiramente o lábio, pois a dúvida também me atormentava. – Mas se não fosse por eles, seria pelo concerto. De todas as formas, íamos estar aqui na mesma.
- Chegamos! – Anunciou ela.
Mal saímos do carro, apercebemo-nos que isto não ia ser mais um concerto para meia dúzia de pessoas, isto ia ser um verdadeiro concerto! A multidão no seu múltiplo disfarce, apinhava-se para entrar através das grades montadas para impedir clandestinos de invadir. Os seguranças averiguavam que tudo se mantinha seguro e ninguém vinha pôr em causa a segurança daquele recinto improvisado. Como íamos actuar, tivemos direito a passes VIP, o que foi realmente útil para escapar às longas filas de espera.
Já dentro do local, notamos como o céu estrelado convidava mesmo a uma magnífica noite de música e dança. Depois de uns minutos a admirar o espaço, dirigimo-nos para as tendas atrás do palco, onde fomos tratar de todos os últimos pormenores para a actuação. A actuação era composta por três músicas e seriamos a terceira banda a actuar, o que ia acontecer por volta da meia noite…
Às 22 horas tudo se encontrava pronto para iniciar. Nesse momento, decidimos que poderíamos aproveitar o tempo antes da nossa actuação para ver se descobríamos os nossos Phantomrider e RockBoy. Todavia, mal cruzamos as barreiras de acesso à plateia, assinalamos de imediato que não iria ser uma tarefa fácil! Por onde se olha-se, só se via pessoas disfarçadas a passear e conversar, uma autêntica confusão de cor, em especial junto do palco. Certamente, muitas pessoas vieram só para assistir ao concerto das bandas, não tendo grande interesse em dançar.
- Onde será que eles estão? – Diana olhava em seu redor.
- Isto está uma autêntica confusão de gente! – Bufei frustrada por não achar nenhum cowboy por ali perdido. – Eles podiam ter tido uma ideia melhor…
Sem saber se aquela seria a melhor solução, embrenhamo-nos naquela agitação de gente, meia perdidas a procura de quem nem sequer conhecíamos. Quase atravessamos toda a pista de dança, até que estacamos a mirar dois rapazes de rosto tapado…
Lá estavam eles, os nossos cowboys! Um disfarce bem composto, onde um lenço vermelho e chapéu escondiam a identidade de ambos. Por instantes, debatemo-nos se devíamos ir até eles ou, pelo contrário, voltar atrás e fingir que não os tínhamos visto.
Tarde demais!
Eles acenaram-nos, convidando a uma aproximação. Nenhuma de nós se mexeu, o que levou um deles a tomar uma atitude. O mais baixo caminha até nós, num passo tranquilo e sem sobressaltos.
- Boa noite. – A sua voz saia abafada pelo lenço, o que não permitiu uma identificação através da fala.
- Boa noite. – Diana foi a primeira a responder. – Vocês…
- Sim. – Completou o outro adivinhando a pergunta não completa. – Sou o Rock Boy e ele, o Phantomrider. – Apresentou, apontando o dedo para o indivíduo que ficara para trás.
Notei através dos seus gestos e da sua forma de estar, assim como através dos olhos, que eram jovens pouco mais velhos que nós. Talvez mesmo uma questão de um ou dois anos.
- O teu amigo não vem? - Os meus olhos permaneciam a observar aquela figura distante e misteriosa, tentando desvendar quem se escondia por trás daquela máscara. Sentia que ele fazia o mesmo comigo, pois não desviava a sua atenção para mais nenhum local. – Não parece muito à vontade…
- Ele não gosta muito de multidões. – Respondeu o Rock Boy meio distante.
Isso levou-me a prestar mais atenção a cena ao meu lado. Diana e o rapaz observavam-se mutuamente, tal qual alguma vez se tivessem visto. Embora, ela não o parecesse reconhecer realmente, parecia hipnotizada pelo castanho olhar na sua frente. O rapaz segurou-lhe ternamente na mão e acariciou-a.
- Vamos dançar? – Convidou num tom terno.
- Sim. - Anui de imediato a minha amiga, sem se dar ao trabalho de me prestar muita atenção.
Eles afastaram-se os dois e ali fiquei eu! Sozinha sem saber o que fazer, apenas parada a observar o outro. O meu punho cerrou-se e senti o anel de Bill no anelar esquerdo…
Eu gostava de outra pessoa, outra pessoa que estava longe dali e a quem voltaria a entregar aquele anel um dia. Por mais que tentasse arrancar da cabeça a imagem da sua cara, o toque da sua pele e o sabor dos seus lábios, a memória renascia como uma Fénix das cinzas. Sempre mais poderosa a cada tentativa, sempre dolorosa a cada dia que passava… Eu sei que nada me adianta viver do passado e deveria estar a aproveitar o baile, contudo o meu coração dominava-me e a razão não fluía pelas minhas veias.
Lentamente, rodei nos calcanhares para abandonar o local e me dirigir para um canto recôndito, onde pudesse partilhar com a solidão a minha mágoa. Já a preparar-me para caminhar para longe, sinto uma mão repousar sobre o meu ombro.
- Olá. – A voz fez-me parar e rodar nos calcanhares. – Julguei que não viesses…
- Talvez não o devesse ter feito. – Suspirei sem grande reacção.
- Ainda bem que o fizeste. – A sua mão conduziu-se à minha cintura e de uma forma imprevisível, puxou-me para ele. – Se não, hoje não teria par para uma dança.
Só aí me apercebi que a primeira banda iniciava a sua actuação com uma balada romântica. Apenas coloquei os braços à volta do seu pescoço e permiti que o rapaz me conduzisse naquele passo de dança. Os olhos castanhos dele fixavam incessantemente os meus e o meu coração derretia-se com a doçura que neles encontrava. Será que isto seria um sinal para esquecer o Bill?
- Quem és tu? – Indaguei irreflectidamente, curiosa por descobrir a identidade dele.
– Um fantasma… O Phantomrider.
- Eu não te conheço, nem sei o teu nome. – A cada passo o meu coração parecia querer saltar do peito com a ansiedade. – O que queres de mim?
- Só esta dança. – Respondeu prontamente e apertou-me mais contra si. – Depois eu não me meto mais na tua vida…
O perfume suave no seu pescoço impedia-me de o afastar de mim. Apesar de tudo, aquele toque suave da sua pele era agradável de se sentir.
- Sou apenas uma boneca. – As memórias de uma semana distante atravessavam-me a mente. – Sempre um objecto para se usar e deitar fora.
- Isso não é verdade. – Retaliou o moço parando com o bailado.
- O que sabes da minha vida para contrariares? – Permaneci calma, imobilizada pelas saudades. – Tu não sabes nada, não sabes o que é sofrer por estar longe de alguém de quem se gosta.
- Eu também sou humano. – A sua voz denotava alguma tristeza. – Também sofro.
- Desculpa. – As lágrimas afloravam-me aos olhos, prestes a brotarem. – Eu tenho de ir.
A segunda banda já se preparava para subir ao palco e a confusão instalara-se, logo ninguém reparava no meu estado de pranto.
- Espera. – O Phantomrider segue-me e puxa-me mais uma vez para si. – Ainda não me despedi de ti.
Ele levantou um pouco o lenço e, sem me deixar reagir, encostou os seus lábios aos meus. Inicialmente, eu queria afasta-lo de mim, mas aquele gosto dos seus lábios era estranhamente familiar. A sua língua descobria cada canto da minha boca e acabei rendida a um beijo que me fazia lembrar outra pessoa, a um beijo onde eu me sentia a usa-lo para recordar aquele rapaz de cabelos negros, um beijo que eu desejava acontecer com Bill.
Por fim, os nossos lábios separaram-se e os nossos corpos deixaram de ter contacto.
- Um dia voltaremos a ver-nos. – Ele voltou costas e começou a correr pelo meio da multidão.
- Espera. – Segui no seu encalço. No entanto, acabei perdida no meio da confusão. – O destino está sempre a separar-nos…

[Diana]

Estou no meio de uma multidão a dançar com um desconhecido. Embora haja algo nele de familiar, não consigo deixar de pensar no Tom, pois é ele quem eu amo. Sinto que o estou a trair e é estranho, porque eu não tive nada com ele, mas este rapaz - o Rock Boy -faz-me por segundos pensar que é possível esquecer isto que sinto pelo Tom. Afinal de contas, ele usou-me como se eu fosse um objecto e eu tenho todo o direito de ser feliz com quem eu quiser, porque não tentar? Este rapaz, ainda que seja um perfeito desconhecido, pode muito bem fazer-me feliz no futuro. Mas por agora o meu coração e o pensamento estão com o Tom. O único rapaz que por enquanto amei e amo.
- O que se passa? - Perguntou-me o Rock Boy com um ar preocupado.
- Desculpa, eu não consigo fazer isto… - Digo eu, com as lágrimas a quererem escorrer-me pelo rosto.
Não consigo olhar para ele, sinto-me envergonhada. Sinto que o estou a magoar, mas não consigo esquecer o que sinto pelo Tom.
-Nós só estamos a dançar. Eu fiz ou disse alguma coisa que não devia? -Perguntou ele preocupado, mas com um tom de voz tranquilo.
- Tu não fizeste nada de mal, eu é que não posso fazer isto á pessoa que gosto… - Disse eu.
-Eu sei o que é sofrer por quem amamos…. - Disse ele ternamente.
- Tu não sabes nada sobre mim ou sobre a minha vida… Tenho de ir a 2ª banda já está no palco e tenho de ir preparar-me para actuar…. - Disse Eu largando o seu pescoço.
 Embora haja algo em mim que não o quer largar, algo que grita para ficar ali abraçada a ele. O doce aroma do seu perfume hipnotiza-me e é estranhamente familiar… E os seus olhos cor de mel fazem-me ficar com a cabeça nas nuvens….
-Espera…. - Disse ele, agarrando-me ternamente na mão.
-O que queres de mim? - Pergunto eu.
Ele parece ser um rapaz terno e mais ou menos da minha idade, mas já me está a assustar, parece que me quer ali à força.
-Eu só queria dançar contigo e dizer-te que adorei esta noite… - Disse ele com um tom de voz calmo.
Quando olho, só vejo de relance ele a levantar levemente o lenço vermelho e a beijar-me. Os seus lábios fazem-me lembrar os do Tom o sabor do seu beijo, a forma de beijar, eu devo estar a ficar louca….
Quando os nossos lábios se afastam, vejo de relance algo brilhante no seu lábio. Agora sim, está provado. Estou a ficar louca! Ele começa a correr pela multidão, eu grito para ele esperar e vou atrás dele, mas quando dou por mim ele simplesmente desapareceu.
Tenho de ir para o palco, daqui a pouco vou actuar com a minha amiga. Talvez lá de cima o consiga ver entre a multidão.

Eu e a Andy estamos no palco. Eu com a minha guitarra acústica e ela com o seu microfone à frente, ambas sentadas em bancos altos. Olhar para aquela multidão faz-me sentir um pouco mais nervosa que o costume, nunca actuamos para tanta gente. A música escolhida foi a que fala sobre a nossa relação com os gémeos, é uma música muito pessoal.
- Olá, boa noite! Vamos actuar com uma música muito importante e pessoal para nós, esperamos que gostem. - Disse Andy.
-Olá, boa noite! Obrigado por estarem aqui. - Disse Eu.
A Andy começou a cantar e eu a tocar, quando demos conta estávamos as duas com as lágrimas nos olhos e algumas pessoas do público também.

We lose everything, everything we have
We lose our friends, our love
I can’t see and neither understand
Why do this happen to us?

It Was suppose to be forever
But you’ve killed eternity
We don’t exist anymore
Now we are strangers to each other like before

I wanna run away
No turning back again
Doesn’t matter what you say
Doesn’t matter what you do
Sorry means nothing
This time
I’m gonna live without you
And move on with my life

The pain was so strong
When you broke my heart
I’ve tried to erase this from my mind
But however it still hurts

I’ll not fall in this temptation anymore
I’ll Take this back to hell
Turn into a shadow isn’t my intention
You can’t make me feel right again

I wanna run away
No turning back again
Doesn’t matter what you say
Doesn’t matter what you do
Sorry means nothing
This time
I’m gonna live without you
And move on with my life

I will close my eyes and my door
I’ll Delete your number from my phone
Erase your picture and name
And Keep you miles away from me

I wanna run away
No turning back again
Not this time, not again
Doesn’t matter what you say
Doesn’t matter what you do
Doesn’t matter, doesn’t matter
I don’t care
Sorry means nothing
You are just a lier
This time
I’m gonna live without you
And move on with my life

I wanna run away
No turning back again
Doesn’t matter what you say
Doesn’t matter what you do
Sorry means nothing
This time
I’m gonna live without you
And move on with my life
(Andy Girl – Move On Whit My Life)

Agora que a música acabou, olhamos para todos no público. Vemos que estão todos a aplaudir-nos com as lágrimas nos olhos e a gritar que adoraram a música. Esta noite foi fantástica, depois de actuarmos mais duas músicas eu e a Andy despedimo-nos do público e até fizemos uma vénia.